sombras do dia

Olhares sobre o que resta da palavra dita

Lia Gabriele Regius

Lia Gabriele Regius é tradutora e revisora de textos. Pós-graduada em assessoria linguística, está sempre atenta ao universo da comunicação. É vegetariana, praticamente nômade e adepta da arte de dar nomes literários a animais de estimação.

Cinco livros obscuros de terror que você precisa ler

Os fãs da literatura de terror estão sempre em busca de novas fontes de arrepios. Esta breve lista pretende indicar alguns livros para manter a luz do quarto ligada a noite toda.


O terror é um dos segmentos literários que reúne mais leitores fiéis. E a expressão “leitores fiéis” não é um acidente aqui. É assim que Stephen King, um dos maiores fenômenos do gênero, se refere a seus fãs. Formado em inglês pela Universidade do Maine, ninguém duvida de que ele saiba do que fala.

Ainda não acredita? A editora brasileira Dark Side apostou todas as suas fichas no gênero e voou alto, mesmo em tempos nos quais as vendas de livros caíram bastante. Isso porque os leitores de horror leem muito e estão sempre procurando coisas novas.

Se este também é seu caso, confira aqui cinco livros de terror para dormir de luz ligada. E o melhor: como são pouco conhecidos, há grandes chances de você aumentar sua fila de histórias para ler. Boa leitura!

1) Cerimônias satânicas (T.E.D. Klein): Este talvez seja um dos títulos mais imersivos que você terá a chance de ler. A comunidade rural de Gilead é tão bem descrita que a ambientação é total, criando um universo paralelo no qual é difícil não se perder. Não se surpreenda se você sonhar com as bizarrices vividas por Jeremy, um estudante que vai ao campo para escrever sua tese. Saber que o autor mergulhou no ostracismo depois da publicação deste romance também ajuda a aumentar o clima de estranhamento. O final é mais do que assustador: perturba, e não vai sair de sua cabeça por um bom tempo.

2) O fortim (F. Paul Wilson): O autor é injustamente desconhecido pela maior parte dos fãs no gênero no Brasil. Ele tem seus pecados, sendo que a pouca complexidade dos personagens é um deles. “O fortim” é uma de suas obras mais aterradoras, e há cenas que garantem um frio na espinha. Quer algo mais tenebroso que uma construção esquecida na Romênia, com paredes repletas de crucifixos? Não deixe de conferir outros títulos de Wilson. E a grande vantagem é que eles custam uma ninharia nos sebos.

3) O demônio de Gólgota (Frank de Felitta): Que tal um padre enlouquecido pelo isolamento no vilarejo distante de Cataratas de Gólgota? Essa trama promete, e você pode acreditar que ela cumpre. Há cenas simplesmente inesquecíveis do mais puro horror. A obra consegue se destacar com maestria na velha batalha entre Deus e o Diabo. E o melhor de tudo: sem sucumbir a clichês.

4) A profecia (David Seltzer): Nem todo mundo sabe, mas o clássico de terror do cinema foi inspirado em um livro. E dos bons. Como se pode imaginar, algumas coisas foram suavizadas para serem digeridas pela plateia. Mas sabemos que os monstros são muito mais terríveis na imaginação, e David Seltzer tira bom proveito deles. O demônio que permeia as páginas desse livro vai garantir que seu sangue se mantenha gelado durante toda a leitura.

5) As ruínas (Scott Smith): Um grupo de amigos viaja à América Central para o que deveria ser pura diversão. Coloque no pacote o idioma que eles não dominam, as diferenças culturais, o isolamento e um inimigo poderoso. Pronto: você tem a fórmula para páginas recheadas de tensão, durante as quais é impossível não sentir a angústia de ter escolhido o destino errado na hora errada. De Smith, não deixe de ler também “Um plano simples”. Apesar de não ser de terror, vai fazer você ficar achando o tempo todo que nada poderia ficar pior para os personagens. Pode acreditar: pode, sim. E fica. Não para de ficar.

Conhece mais algum imperdível? Compartilhe sua sugestão nos comentários. horror-dark_00418562.jpg


Lia Gabriele Regius

Lia Gabriele Regius é tradutora e revisora de textos. Pós-graduada em assessoria linguística, está sempre atenta ao universo da comunicação. É vegetariana, praticamente nômade e adepta da arte de dar nomes literários a animais de estimação..
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