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um olhar mais demorado

Autores da Obvious: João Leno Lima Rocha

Um pensamento que carrega consigo é este: seres humanos são - inevitavelmente - falhos, mas, também, apaixonantes.


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João Leno Lima Rocha, esse é o nosso famoso João Roc, nascido em Belém do Pará. Um observador solitário. Tímido, ansioso, com uma constante sensação de inadequação, de não saber a qual lugar pertence e a qual lugar deve estar. No entanto, João sabe, exatamente, qual lugar ele não deve estar. Ele define-se como "uma orquestra de comunicações desafinadas". Uma pessoa, no mínimo, interessante.

Aos 35 anos, João trabalha com Tecnologia da Informação em um Instituto de Previdência. Mas, para além do trabalho cotidiano que, muitas vezes, rouba nosso entusiasmo, diz que tem muita esperança em um mundo que pode ser "consertado" com boas ações. Para isso, trata de inspirar-se nas coisas que considera as mais importantes: são as relações humanas a fonte de sua inspiração, sejam elas nocivas, sejam elas fantásticas. Mas, afirma gostar das sinceras, e ponto. Admira pessoas humildes, aqueles homens e mulheres que conseguem viver de forma íntegra, os trabalhadores e todas as pessoas que são verdadeiros heróis para suas famílias, pessoas humildes de coração, que trabalham para conquistar algo honestamente. E, claro, o que move o coração do João é a família. Sua esposa, sua mãe e suas irmãs.

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A filosofia de vida que João carrega é 'Para viajar, basta sentir'. Esse trecho do poema de Fernando Pessoa pode ser uma definição para suas existência e seu caos interior, conta.

João é um cara simples, sensato: acredita no peso das escolhas, gosta de ouvir música, jogar videogame, brincar com sua cadela, a qual mais parece uma versão miniatura do Chewbacca, mas também gosta de estar só e não fazer nada. Fã dos animais, admira sua inocência, coisa que, muitas vezes, nos falta.

Suas paixões são escrever, assistir a filmes, tocar violão, ler, pesquisar coisas e conversar. Mas, João é uma dessas pessoas que leva a arte muito a sério, a vive, a saboreia, a contempla, a faz como parte integrante de sua vida, especificamente a arte de seus ídolos - que são quase como seus gurus espirituais - e discorre uma lista de respeito, como por exemplo, Tarkovsky, Alice e Jon Coltrane, Miles Davis, Flaubert, Lautreamont, Pessoa, Roberto Piva e Ginsberg, Goethe, Kafka, Dostoiévski, Magrite, Robert Doisneau, Machado e seus Bras Cubas, além de tantas icônicas referências apaixonantes como Thom Yorke e Ivan Lins.

Alguns de seus textos mais inspiradores você encontra aqui e aqui.


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There are those that look at things the way they are, and ask why? I dream of things that never were, and ask why not?.
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