statu quo

Onde o silêncio, grita.

Débora Rodrigues

Ilogicamente lógica e subjetivamente fria, gosta do conformismo dos números, mas prefere a incerteza das palavras. Costuma gritar em silêncio

"Somos programados para cair?"

Talvez. Mas quem nos programou?


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Talvez. Mas quem nos programou?

É certo, em alguns momentos da vida, tudo de fato parece embaçado, nossa dor é um tanto quanto premeditada, nossos erros traduzem aquilo que somos. A nossa existência começa a se parecer com um programa de computador: linha após linha de código vai sendo executado e o final é sempre a queda. A questão é: será mesmo que é uma queda?

"Audi alteram partem", então vamos ouvir o outro lado... Tudo se torna mais simples quando desligamos o botão automático. Desligar-se da situação é sobretudo enxergá-la de verdade, sem refletir nossos medos ou certezas. É preciso olhá-la de cima, vê-la como um narrador observador e não personagem... Eu sei, eu sei que é difícil, contudo o que não é complicado hoje em dia?

O problema é que quase sempre transformamos uma formiga em dinossauro, elevamos nosso problema a vigésima quinta potência e esperamos que o desespero resolva tudo. Só avisando que isso nunca funcionou.

Vestir-se de pessimismo, de lágrimas, de dor, nunca será uma solução; lamentar-se de hora em hora pelo que você fez ou deixou de fazer não irá adiantar nada; escolher ser figurante em sua vida e acreditar que nada pode mudar só torna tudo ainda pior. O ideal é proteger-se, levantar a cabeça e sorri e se for para chorar, chore sem pena, sem receio, sem peso.

A nossa verdadeira queda é não ser nós mesmos, é matar-nos dia após dia, é deixar que a nossa rotina nos sufoque, e isso é uma escolha nossa: minha e tua. Cair é optar pela dor ao invés da alegria e utilizar o tempo como martírio de um passado e um presente que não precisa ficar.

Se mesmo tendo lido isso, você ainda acreditar que é programado para cair, eu peço, dê um "break" nesse laço que só te leva a sofrer.


Débora Rodrigues

Ilogicamente lógica e subjetivamente fria, gosta do conformismo dos números, mas prefere a incerteza das palavras. Costuma gritar em silêncio.
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