sublime uma prosa com deuses ou com você mesmo

Eu sou... e sempre serei até o fim

Krevas Cobain

Formado em filosofia, amante dos bares da vida em que as idéias fluem porque elas não possuem donos, possuem, sim, vida própria.

O uso da boa-fé alheia

Um detalhe essencial numa relação, seja ela qual for, é a confiança. O problema na raça humana é quando ela passa a usá-la em benefício próprio para única e exclusivamente seus interesses, egoístas, digite-se de passagem. Será que precisaremos aprender o que é humanidade para acabar com esse lado negro intrínseco à raça?


O que é preciso para enganar? O Outro. E mais. Que a relação que mantém com Esse outro tenha um detalhe essencial: Confiança. Sim, confiança. Somente ela é a via de possibilidade para o êxito do enganar.

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Para isso torna-se imprescindível toda uma arquitetura, todo um plano cuidadosamente pensado e detalhado. O enganador se aproveita da confiança do Outro, isto é, da boa-fé que Este tem depositado nele. O enganador aproveita-se da boa-fé do Outro em proveito próprio e egoísta com o único olhar que o seu Ser permite possuir: O de curto prazo.

Agora, se nos atermos mais aos detalhes, quer dizer, se tivermos um olhar mais atento, mais profundo, verificaremos que: 1- o alcance do enganador é sempre curto devido ao seu próprio fato ontológico: aquele q engana será descoberto, seja mais cedo ou seja mais tarde, e isto é certo; aquela vantagem que ele achava possuir, na verdade, é pura ilusão pois, seu engano, isto é, o engano por si mesmo, é vazio, somente a verdade é concreta. 2- a má-fé do enganador volta-se contra ele mesmo por meio da boa-fé do Outro que ele achou utilizar-se em prol de si mesmo. Não é que exista uma eterna luta entre bem e mal mas, é que o bem é intrinsicamente ligado ao mal, isto é, não há uma luta, o que existe é uma ligação. Oras, toda luz projeta sua sombra. E 3- todo cálculo, matematicamente citando, que inicia errando nunca, nunca, nunca, nunca mesmo, termina certo. Em toda a história da humanidade, até agora ao menos, nada que iniciou de forma errônea teve um final "feliz". Portanto, assim como na matemática, é na vida.

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O engano é uma forma errada de obter algo, seja material ou não. Seu meio de obter seu desejo é uma covardia: Utilizar-s da confiança e da boa-fé do outro é desumano, quer dizer, é abdicar de sua humanidade própria. É hora de parar de ser mais esperto que o próximo, já passou da hora de sempre tirar vantagem da boa-fé alheia. É hora de o ser humano voltar à sua humanidade.


Krevas Cobain

Formado em filosofia, amante dos bares da vida em que as idéias fluem porque elas não possuem donos, possuem, sim, vida própria. .
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