sublime uma prosa com deuses ou com você mesmo

Eu sou... e sempre serei até o fim

Krevas Cobain

Formado em filosofia, amante dos bares da vida em que as idéias fluem porque elas não possuem donos, possuem, sim, vida própria.

O comunicar-se na era da revolução digital

A revolução digital e seu paradigma na atual conjectura. A diferença entre educação e escolarização internas à essa revolução como norte para a evolução da sociedade como seres humanos.


Vivemos em uma era da maior comunicação mundial jamais pensada antes na história da humanidade. Jürgen Habermas apontava em sua teoria da ação comunicativa que, é através da linguagem que o indivíduo conseguirá superar a razão à serviço de uma era da reprodutibilidade técnica, isto é, conseguirá superar uma razão como instrumento de operacionalização do poder, da exploração, da dominação. Diante do quadro atual, o que temos hoje? Quer dizer, que expressões temos hoje das pessoas, da comunidade, da sociedade? Onde está o ser-humano em sua atualidade e de acordo com ela mesma, onde poderá levar?

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As perguntas são muitas e, a comunicação e afeto são poucas. A revolução digital proporcionou à humanidade o maior meio de comunicação jamais visto antes: a rede. Assim como o Iluminismo projetou que a sociedade progrediria com a racionalidade ciente de si, essa revolução teria chegado para aproximar pessoas, tornar os laços afetivos mais consistentes, isto é, fazer as comunidades mais fortes, uma vez que, estariam os seres humanos mais próximos dos seus. Mas o que ocorreu no meio do percurso? Muitas vozes, o dobro de ouvidos, mas menos da metade de pessoas para ESCUTAR. Sim, para escutar. A atual revolução logrou à humanidade não apenas o seu bônus do acesso ao conhecimento à todos (em termos gerais), como igualmente dispôs a impaciência, a intolerância à diferentes ideias e posições além da irritabilidade dessa geração para com aqueles que um dia - e com muita paciência, diga-se de passagem - os ensinaram a andar!

O que a humanidade tem hoje diante da revolução digital como expressão são cientistas sem terem frequentado os bancos universitários pois, estão convictos de suas afirmações após suas próprias análises de baseamento superficial. A expressão da revolução digital está, em termos nacionais, no fato de estarmos mais escolarizados e BEM menos educados por que não há uma família, não uma comunidade onde os mais velhos instruíam aqueles cuja família não lhe fazia o devido suporte. A expressão que temos hoje dessa revolução é de muita informação por que o que não se interioriza é conhecimento, pois no atual quadro ele é produzido numa escala jamais tida antes porém, é muito mais cômodo "se INformar", e não se FORMAR. Temos, mais do que nunca, a linguagem para parar de exercer o poder pelo poder, de dominar através da exploração mas, as pessoas, a comunidade, ou seja, a sociedade mais informada e até mais escolarizada não é uma sociedade formada pois, para isso teria de ter aprimorada as faculdades intelectuais, físicas e morais. Quando se afirma isto é por que seu fundamento está, e repete-se, no fato de ter pessoas mais mal-educadas o que traz consequência, sérias, às comunidades e, por fim, à sociedade como um todo.

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O ser humano está ciente de si e de seu lugar no mundo mas, para isso é necessário voltar ao seu interior, fazer valer sua linguagem como objeto superior à razão sua como instrumento a serviço da manipulação. Somente desta maneira a revolução digital nos levará ao lugar ao qual o Iluminismo deveria ter levado: a consciência de humanidade que respeita seu próximo, respeita os mais velhos, isto é, que respeita qualquer forma de vida por que se respeita, se valoriza e dá valor à vida, seja ela da forma a que se apresenta a si. Esta revolução está para, dentre outras causas, provar que pode-se ser melhor como ser vivo dotado da racionalidade, que isso não torna o ser humano superior, mas que torna mais responsável pelas próprias ações, e mais, pelas vidas que não são dotados de tal poder.

C. Kleyvon, 26.08.2017


Krevas Cobain

Formado em filosofia, amante dos bares da vida em que as idéias fluem porque elas não possuem donos, possuem, sim, vida própria. .
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