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Geração BUMU e a dificuldade em colocar um ponto final nas relações

A geração BUMU é aquelas em que os relacionamentos nunca têm um fim, sempre vão e voltam. A geração do "oi, sumido"


É difícil encontrar alguém que nunca ouviu falar que voltar com o ex pode não ser uma boa ideia. Afinal, como já diz o ditado, “figurinha repetida não completa álbum”. Apesar da opinião popular, um fato pode surpreender: um estudo americano, feito pela University of Wisconsin e a Bowling Green State University, mostrou que 44% participantes tinham reatado com um ex-namorado(a) em um período de dois anos após o término.

A pesquisa foi realizada com 792 pessoas com idades até 25 anos. Os resultados caracterizaram uma nova forma de se relacionar dos millennials, chamada de Geração BUMU (break up & make up)... Ou, em português, a geração do “termina e volta”.

Os millennials - aqueles que nasceram entre a década de 1980 e 2000 - cresceram em um mundo com novas prioridades, onde se valoriza mais a satisfação pessoal e profissional do que um casamento ou uma relação estável, por exemplo. A Geração BUMU está mais aberta a tentar o novo, mesmo que se pague um preço alto por isso.

Eles não se prendem mais e, com isso, essa forma cultural de agir acaba influenciando muito na vida pessoal. Somado a isso, os rompimentos atuais não são tão firmes como eram no passado. As mídias sociais se tornaram um meio fácil para que os casais, mesmo separados, fiquem em contato. A internet permite a continuidade do vínculo. Dessa forma, em outro momento da vida em que ambas as partes estejam disponíveis novamente, é possível retornar com a relação sem carregar mágoas.

Outros fatores para a popularidade do “break-up-and-make-up” envolvem a separação em um momento de transição, como mudança de cidade ou de emprego, e também a necessidade de viver novas experiências e realizar um crescimento pessoal. Ou seja, pode ser difícil perder o namorado, mas como vou recusar aquele trabalho dos sonhos na Ásia? Assim, o relacionamento termina não pela ausência de amor, mas pela falta de disponibilidade.

O sentimento permanece, mas as prioridades mudam. No entanto, esse processo de crescimento pessoal nem sempre está vinculado a uma separação. Ele pode acontecer em qualquer momento da vida, basta haver uma disponibilidade emocional para mudar, o que pode ser feito dentro ou fora de uma relação. Costumo dizer que mudamos quando a dor de mudar é menor do que a de permanecer o mesmo.

Mas nem pense que a volta com o ex é sinônimo de sucesso para todos os casais. Se a separação se deu por motivos de divergências, uma das partes corre o risco de esperar do outro uma mudança que não aconteceu. O defeito que incomodava há cinco anos pode continuar gerando brigas nos dias de hoje.

Antes de apostar no break-up-and-make-up, é importante fazer um balanço da relação focando no momento atual, não na história vivida anos atrás. Quando ainda há sentimentos envolvidos em ambas as partes (detalhe muito importante!), a reconciliação poder ser uma ótima ideia. O casal deve reavaliar seus valores, características e, principalmente, garantir que seus objetivos estejam alinhados novamente. Todos estão aptos a evoluir e aprender.

Texto escrito por Fabiane Curvo e publicado originalmente no Superela.


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