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O que os Contos de Fadas e La La Land nos ensinaram?

Eles podem nos ensinar muitas coisas sobre príncipes encantados e finais felizes!


Atenção quem ainda não assistiu La La Land – Cantando estações, este texto contém spoilers. A primeira vez que vi o nome desse filme eu pensei “que nome tosco para um filme”, mas como toda reviravolta, o filme foi ganhando Globos de Ouro, o que me atiçou a curiosidade e por indicação de amigas de outro estado que já tinham assistido, fui assistí-lo - mas com ressalvas dos que assistiram para não ver com muita sede ao pote.

Inicialmente não entendi muito bem a recomendação. Ao longo do filme me deparei com atores consagrados cantando e dançando harmonicamente, Sebastian o personagem de Ryan Gosling não desceu de imediato, o achei rude, o impacto foi grande pra quem como eu é acostumada a vê-lo em comedias românticas. O esforço de parecerem sutis e suaves no filme surte efeito, pois no emaranhado da estória me vi torcendo para que os dois fossem felizes.

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Ok, confesso. Sou uma romântica inveterada, culpo meu pai que na sua ânsia por me fazer ser uma leitora voraz (e ele conseguiu), me comprou todos os livros de princesas existentes na época e lia pra mim toda noite até eu cair no sono e a Disney por ter floreado as histórias de princesas a tal ponto que até hoje ainda fazem sucesso. Acreditem leitoras, nas histórias verídicas escritas por Irmãos Grimm e outros, os finais são mais macabros e surreais do que as contadas.

Rapunzel, por exemplo, engravidou do príncipe e foi obrigada a viver no deserto com seus filhos (gêmeos). O príncipe ficou cego por causa da bruxa até anos depois encontrar sua amada. Em A Bela Adormecida, a história original é que um rei encontra a bela em sono profundo não conseguindo acorda-la, abusa sexualmente e vai embora, deixando-a gravida de gêmeos. Por sinal, um casal é que acordam a mãe de seu sono profundo para só anos depois o rei vir a procura-la novamente, mas a mantêm ainda na torre, pois o mesmo já era casado.

O trabalho que os autores tiveram para transformar as estórias macabras em contos de fada com tantos floreios românticos são seculares, pois os primeiros esboços desses contos datam de 1600 d.C. Ao longo do tempo, Perrault e Grimm foram apenas aprimorando até Walt Disney transformar em franquias milionárias para as mais diversas idades! :O

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Idílico não? Se por um lado meu pai me atiçou o gosto pela leitura, e por isso o agradeço enormemente, por outro essas estórias da disneylandia nos deixa com resquícios irreais e fantasiosos de homens que não existem, de histórias que na vida real não acontecem e com frustrações tão reais que acredito que muitas de nós ainda sofremos para nos libertar. Afinal, nos submetemos aos homens com tal facilidade, sempre dando mais do que recebemos, fazendo sacrifícios que eles muitas vezes não reconhecem. E pra quê? Para termos a falsa sensação de sermos salvas por um grande amor, porque nossas mães nos fizeram crer que ter um homem para chamar de seu e filhos é o ápice do sucesso.

Com muita dificuldade erguemos a carreira profissional ao mesmo patamar, e isso foi um ganho maravilhoso, mas que nos deixou com dupla e até tripla jornada. Afinal, queremos ser bem sucedidas, mas ainda ganhamos menos que os homens no mesmo cargo! =( Sad, but true...

Mas o que um simples filme tem a ver com a vida real? A questão é o porquê ficamos tão incomodadas com o final do filme. Todas as amigas com que conversei não gostaram do final - até eu levei um certo tempo para digeri-lo. Por que será? Pelo simples fato das superproduções cinematográficas terem nos condicionado a finais felizes, finais que nem sempre acompanham a realidade. Não gostamos de finais que não nos apresentem a união daquele par mostrado durante o filme. Acreditem... As respectivas princesas Rapunzel e Bela Adormecida casaram com seus “reis”, mas a que custo? Pergunto eu, afinal, contei a vocês um pouco dos seus sofrimentos. Eer abusada enquanto dorme é romântico? Viver reclusa até encontrar um príncipe que a engravida, mas não a liberta, é ideal de vida?

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Sebastian e Mia tiveram seus momentos e foram ótimos, mas ela encontrou um parceiro melhor, um que correspondia a sua vida e nem por isso devemos ficar tristes pelo que não aconteceu. A vida é assim: arte de encontros e reencontros. Nós tampouco nos casamos com nossos primeiros amores - ou casamos e não dá certo. Quem irá saber?

O que não podemos é viver crendo em contos de fadas, ansiando por amores abstratos, buscando que o parceiro corresponda as nossas expectativas. Já pensou que nem nós correspondemos as expectativas deles? Que loucura, não?

Então vamos de parar de encher as cabeças de nossas filhas com contos irreais sobre amores pomposos e princesas sofredoras. Vamos criar nossas próprias histórias, escrevermos nossos próprios livros, domarmos nosso destino com nossas mãos, pois só assim educaremos meninas para serem mais fortes e independentes do que jamais fomos...

Aaah, e os homens... Eles que se quiserem corram atrás para acompanhar nosso passo, porque está para nascer a geração XY, aquelas mulheres que querem parceiros/companheiros e não apenas maridos.

Texto escrito por Maine Ferreira e publicado originalmente no Superela.


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