Juliana Polippo

Mestranda em Multimédia pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (PT) e especialista em Fotografia: Práxis e Discurso pela UEL - Universidade Estadual de Londrina (PR/BRA). Graduada em Produção Multimídia pela Universidade Santa Cecília (SP/BRA). E-mail: [email protected] .

#NOFILTERFORLIFE

O ensaio fotográfico “NO FILTER FOR LIFE” quer falar das questões de gênero, no que diz respeito a imagem como moderadora dos filtros sociais.


“Um sexo que são vários.”
Ana Lúcia Fonseca


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“A (im) possibilidade do intersexo enquanto categoria humana”, é o ponto de partida da pesquisadora Ana Lúcia Fonseca, vinculada aos Estudos Feministas da Universidade de Coimbra, o qual serve neste artigo como alicerce teórico da discussão trazida pelas imagens do ensaio fotográfico #Notfilterforlife.

Na mira desta temática, as facetas binárias das genitálias visitam este estudo imagético como acréscimo, pois a influência das imagens sobre as reconfigurações do corpo na contemporaneidade é tão fatídica que perpassa. Assim, apresenta a compreensão inicial da “pretty woman” lado-lado com androgenia pra deslocar a critica avaliativa da lógica do corpo como mercadoria. No cenário montado por Juliana Polippo, juntamente com o artista visual João Marcote e Bruna Teixeira, observa-se a tentativa de (re)montar a moda sob o visual dos “não-gêneros”, de modo a desrespeitar a estética generalizadora da “coerência” embutida nos filtros sociais.

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“enfrentar as regras normalizadoras que lhes são impostas, reivindicando outras formas corporais e identitárias. Mas não só. Não é apenas o queer o responsável pelas reivindicações. Pessoas que se assumem como mulheres e homens heterossexuais deveriam lutar contra a imposição “heteronormativa¬”º. e a ideologia do corpo perfeito, sexualmente diferenciado, porque ninguém o tem sem recorrer à artificialidade. “

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O artista visual João Marcote, que se coloca frente as lentas mascarado, diz que esta foi a maneira que encontrou para explorar o diálogo com seu corpo à vontade. Após sofrer diversos atos de discriminação, resolveu produzi-las pra conseguir circular com seu vestuário dinâmico.

E ao contrário do que se pode imaginar, este tipo de preconceito não acontece somente no Brasil e nos países baixos, aliás João enfatiza que sente-se mais acuado nas ruas de Portugal, onde mora atualmente do que no seu país de origem (BRA). Portanto, este tipo de abordagem parece válido pra abrir espaços de discussão acerca da ideia de desconstrução de gênero.

Afinal, o sexo e o desdobramento do gênero faz parte do repertório das interpretações culturais. Todavia, esta atmosfera normativa e as possibilidades da identidade pessoal ainda é reduzida as determinadas variações genitais, tais como sexo feminino / género feminino, sexo masculino / género masculino, excluindo a infinidade de probabilidades de exercer quem se és.

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Vale ressaltar ainda, que o título do editorial é fruto extensor da narrativa transmédia que ocupam-se de projectar maior conscientização sobre este tema, idealizado pela própria produtora, juntamente com - grupo #45 - colegas no mestrado em Multimédia da Universidade de Engenharia do Porto.

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º Acerca de uma categoria recentemente surgida - heteroqueer (“produtores de uma ciência não-heteronormativa”) - ver Cristina Santos (2005).

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Veja este ensaio completo aqui.


Juliana Polippo

Mestranda em Multimédia pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (PT) e especialista em Fotografia: Práxis e Discurso pela UEL - Universidade Estadual de Londrina (PR/BRA). Graduada em Produção Multimídia pela Universidade Santa Cecília (SP/BRA). E-mail: [email protected] ..
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