the insolitus

A liberdade de expressão guiando o mundo

Thalia Fontinele

A escrita para mim não é fuga, é imersão. É o risco que não posso perder, é o momento. A decisão de fazer ou deixar para depois. E é fazendo que me torno vulnerável, e sendo vulnerável corro risco, me jogo. E é me jogando que eu escrevo - e me exponho. Em diante ciclo continua.

Sobre a essência de viver: o caos

A liberdade é meu caos. Se eu não puder colocar no papel (ou na tela) o pensamento real, do jeitinho que ele veio, a minha palavra perde o poder. Perco a liberdade.


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Sentada, comigo mesma. As flores vermelhas da mesa invadem o frio do meu corpo, e este suplica incansavelmente por mais uma dose infiltrada de desejo. Por mais um arrepio na espinha, criando raizes pra um pulmão suspiroso e nutrindo feito mãe. E os balões voavam na sala, ainda que estáticos, serenos e quebradiços, eles conversavam com a minha alma querendo imitá-la, querendo ser apenas um vaso sem forma, sem conteúdo, mas apenas sendo. Admiráveis balões coloridos de plástico ou de vidro (minha visão se distrai, às vezes), quando irão mudar?

Apenas quando não mais nos servir e, sem delongas, irá direto para debaixo da terra, assim como eu. Assim como nós. Assim como cada existência. O sol, se entrelaçava do teto para o chão, querendo invadir, sem nenhum escrúpulo, a sala diante da plateia vazia. Quase vazia. É esse lugar onde eu sento e sinto que pertenço, apenas por um momento, pois cada detalhe do ambiente fazia jus ao vazio do meu ser. E a saída livre era minha libertação. Mas se atente aos detalhes. O quadro de uma águia carregando uma mensagem no meio do caos, que mensagem seria essa? O que ela quer nos comunicar?

O mesmo vazio, mas em contraposição ao ser, os dois convivendo e se suplantando. Os dois se amando e se odiando, porque é isso que faz a existência. É por isso que o homem cai e, balbuciando, levanta, para cair novamente. Quando você entende o porquê da existência de cada objeto si existência se torna única, porque tudo é um reflexo de você. O caos. É a liberdade de entender a natureza dual do humano, sem se desesperar. Sem apego. É aprender que o vazio e o preenchimento é você.

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Thalia Fontinele

A escrita para mim não é fuga, é imersão. É o risco que não posso perder, é o momento. A decisão de fazer ou deixar para depois. E é fazendo que me torno vulnerável, e sendo vulnerável corro risco, me jogo. E é me jogando que eu escrevo - e me exponho. Em diante ciclo continua..
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