Bruna Ribeiro

Mas o que dizer sobre mim? Bom... Eu sou eu (JURA?). Eu sou eu com minhas qualidades e defeitos; com a minha imperfeição de querer ser perfeita e excepcional; com os meus gostos e hobbies. Uma metamorfose ambulante em meio de milhões.

Marilyn Monroe: um símbolo além do sexual

Marilyn Monroe foi um dos maiores ícones do meio cinematográfico mundial, além de ter o seu reconhecimento marcante como sex symbol. Porém, muito além disso, Marilyn mostrou para nós um conhecimento muito além da maquiagem e de uma atuação sexual diante das câmeras (e fora delas).


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Um vestido cor de marfim combinado com um jato de ar de um respiradouro de metrô de Nova Iorque traz à mente de muitos uma das cenas mais icônicas da história do cinema, e, junto com ela, uma das mais famosas celebridades hollywoodianas que o mundo já admirou: Marilyn Monroe. Porém, muito além de seu talento diante das câmeras, não é muito comum sabermos sobre as atitudes e a vida da atriz fora das câmeras (isso em uma generalização), a não ser que você pense em fazer uma pesquisa levemente apurada sobre isso.

Para além de afirmações, eu acredito que mais um redemoinho é feito diante de muito da história da vida de Marilyn Monroe antes da fama. É claro que grande parte do que é mais certo de ser verídico sobre sua vida está à disposição de quem procura saber, mas e quando há informações demais? Esse é um dos pontos que me faz crer que Marilyn Monroe, como pessoa e artista, traz para nós aspectos vívidos de personalidade e de sua história que podem muito bem caber com os contextos sociais do mundo atual.

O mundo e a sociedade estão em constante transformação, mas, seguindo uma comparação um tanto quanto arriscada, assim como a moda, tantas coisas estão sempre voltando para um contexto social atual. Mas o que eu quero dizer com isso? Bom...

Começando por sua personalidade, Marilyn, até então, antes de ser Monroe, se chamava Norma Jean Baker. Com uma mãe e avó cheias de problemas mentais e psiquiátricos, a jovem Norma, desde bem nova, foi mantida em casas de famílias adotivas, além de ter como guardiães alguns dos amigos de Gladys (mãe de Norma). Muitos pesquisadores que tratam sobre sua vida associam essa mudança constante de um modelo familiar crucial para a desenvoltura psicológica da então Marilyn Monroe, mas isso será dito com mais detalhes em outros parágrafos. Atualmente, artistas com históricos como o de Norma/Marilyn são vistos e retratados como heróis e até mesmo serve de inspiração para pessoas vencerem dores como a que seus ídolos enfrentaram (e também venceram). Para além disso, vemos como doenças psicológicas são tratadas na época e atualmente. Assim como muitos negam que estão doentes, outros se deixam levar para os tratamentos hospitalares e internações e outros ainda acabam por se auto medicarem, muitas vezes sem uma devida prescrição médica. Nos dias de hoje vemos como tantas ações humanas estão sendo caracterizadas como doenças, sendo que sempre existiram, através da história, tais comportamentos. Quantas outras atitudes e ações sociais eram prescrevidas como doenças e, atualmente, são (talvez) apenas desmoralizadas de acordo com o senso comum, apesar de continuarem sendo praticadas. A homossexualidade, por exemplo, antes era tratada como uma doença e até medicada com alguns tratamentos para lá de extremos. Isso nos meados dos anos 50-60, época em que Marilyn começava a contestar um outro ponto que será mencionado mais adiante.

Seguindo a vida em sua juventude para antes de sua fase como estrela em ascensão, temos uma jovem Norma Jean (16 anos), sonhadora com sua futura carreira como atriz, prestes a se casar com o então mais velho, porém também jovem, James Dougherty. O casamento tão repentino se deu pelo fato de sua guardiã (e melhor amiga de Gladys), Grace McKee, ter de se mudar para outro estado junto com seu marido e não poder levar a jovem Norma junto consigo. Grace então conversa com os pais de James para que pudessem arranjar o casamento dos dois. Eles já eram dois conhecidos, e até colegas, mas Norma e James não tinham uma relação tão profunda, e Norma ainda não tinha iniciado uma vida sexual (mesmo que alguns anos após, Marilyn ter afirmado algumas entrevista que tenha sofrido abusos sexuais quando era bem mais nova, em lares adotivos). Porém muitos bibliógrafos de Marilyn afirmam que através de seus trejeitos, gestos e influências aparentemente ingênuas, a jovem Norma Jean já emanava uma sensualidade, atraindo olhares e algumas palavras cantadas de homens, e até de algumas mulheres. Não se é dito se essas atitudes da jovem eram, de alguma forma, reprimidas por alguém próximo a ela ou até por James. Conhecendo estes fatos, temos ainda a questão de Norma ter receios sobre a vida sexual, e, ainda, (como relatado) começar com pequenos surtos psicológicos enquanto estava junto de Jim. É relatado que esses surtos resultaram na forma como ela acabou encarando a sexualidade, junto com Jim. Não há uma confirmação ou um relato de Norma ter sido violentada por Jim enquanto estavam casados. Apenas têm-se as declarações de que Jim insistia em relações e Norma sempre tinha um jeito ou uma desculpa para adiá-las. O que pode-se tirar disso é a forma como Norma tinha um trejeito sexual e, apesar disso, reprimia o ato sexual em si, tentando sempre de alguma forma escapar disso. Comparamos isso com a forma como algumas pessoas acabam julgando outras pelo seu conteúdo externo, e a situação pode ser totalmente por uma forma estereotipada de ser, apesar de, em seus valores, ela nem saber o que é a sexualidade em si.

b017026be248f109d31839141180eba4.jpg Norma Jean e James Dougherty

Depois de alguns anos e o divórcio de seu casamento com Jim, Marilyn surge. Alguns trabalhos fotográficos levaram Norma Jean para o seu primeiro contrato com a 20th Century Fox. Daí até seus primeiros trabalhos demorou um certo tempo. Tempo ainda maior para que pudesse mostrar o seu primeiro trabalho de maior sucesso. Até alcançar essa fama, a agora Marilyn Monroe passou por mais alguns trabalhos como modelo, além de outros trabalhos fora dos estúdios da Fox e sem ligação nenhuma com a carreira artística, para que pudesse pagar seu aluguel e sobreviver em Hollywood. Mas, com o seu contrato com a Fox, Marilyn tinha de aparecer a jantares e diversos tipos de eventos. Foi onde, então, começou a construir sua carreira através de contatos poderosos do ramo artístico, fazendo tudo que estivesse ao seu alcance para que pudesse conseguir um papel significativo no cinema. Marilyn acabou então por descobrir o seu poder com a sexualidade, mostrando ele fora das câmeras, como uma forma de conseguir, de fato, alcançar o tão difícil estrelato e fama.

Norma-Jean-2.jpg Norma Jean em um de seus primeiros trabalhos como modelo

Apesar de toda a história sexual, Marilyn era uma artista inteligente, que sempre quis dar o seu melhor diante das câmeras. Até um primeiro ponto, a sexualidade, sim, foi usada propositalmente para que ela fosse a Marilyn que conhecemos. Isso era o que a Fox queria, também. Muito é dito em biografias de Marilyn que ela costumava ter um interesse em acrescentar sempre mais em seu currículo, ansiando por papéis mais dramáticos e em filmes mais sérios, onde sua personagem (e ela mesma) pudesse sair do estereótipo de loira boba sexualizada.

f209b82f4bec2b46464ced9c68296c63.jpg Marilyn Monroe e Clark Gable nos bastidores do filme "The Misfits"

Ou seja, na época na qual ela se encontrava, a então atriz estereotipada, mas inteligente através de seu cabelo loiro, lutava, mesmo que apenas individualmente, contra a sua própria imagem criada, mostrando que existe muito mais que beleza exterior dentro de Marilyn Monroe.

Essa é uma luta individual que persiste até hoje, por que, para além do estereótipo de loiras, muitos outros estão arraigados nos filmes hollywoodianos. Vemos hoje muitas atrizes renomadas trazerem a questão do feminismo e como as mulheres, artistas, devem lutar para que o mundo cinematográfico comece a mudar sua relação quanto aos estereótipos ainda arraigados nas telas. O que Marilyn queria para ela naquela época tão mais difícil é, ainda hoje, um problema que talvez esteja longe de ser resolvido, mas com uma dimensão de impacto e de expressão maior no cenário mundial, que deve ser levado constantemente em consideração pelo público e pelos próprios atores que vivem nesse universo.

Ps.: Muitas informações foram tiradas de artigos da internet. Além deles, o livro “Marilyn”, escrito por Norman Mailer, recentemente me fez descobrir algumas das informações tratadas aqui, além do recente filme feito pelo canal americano Lifetime “Marilyn: The Secret Life of Marilyn Monroe”, estrelado por Kelli Garner (Pan Am).


Bruna Ribeiro

Mas o que dizer sobre mim? Bom... Eu sou eu (JURA?). Eu sou eu com minhas qualidades e defeitos; com a minha imperfeição de querer ser perfeita e excepcional; com os meus gostos e hobbies. Uma metamorfose ambulante em meio de milhões..
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