Bruna Ribeiro

Mas o que dizer sobre mim? Bom... Eu sou eu (JURA?). Eu sou eu com minhas qualidades e defeitos; com a minha imperfeição de querer ser perfeita e excepcional; com os meus gostos e hobbies. Uma metamorfose ambulante em meio de milhões.

O poder e a fraqueza do amor

As moedas têm, todas, dois lados. O relacionamento tem, então, quatro lados. Ou serão mais?


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Muitas pessoas criticam (eu mesma às vezes faço essa crítica) casais que não duram muito tempo, e logo se separam. Criticam muito também o ato da separação em si. Mas toda moeda tem dois lados, certo? Nesse caso, vamos dizer que há duas moedas (um casal), e acabam sendo quatro lados na situação. Mas assim acabamos por dizer que uma pessoa tem dois lados, não é? Bom, é quase isso...

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Uma pessoa não conhece a outra completamente. Se levarmos em conta um relacionamento na base da “atração”, podemos dizer que só vemos a coroa de uma moeda, e às vezes nem isso. Usando exemplos da ficção, podemos ver muitos protagonistas estudarem jogos de sedução para conseguir ficar com tal pessoa, com outra também, até virar um ciclo vicioso onde você não sabe mais do que gosta se não for com base na pessoa pela qual você, consequentemente, está atraída.

Isso acontece até na vida real, às vezes. Tomamos por bases e exemplos atuais de que algumas pessoas se atraem pelo atrativo visual da outra. Ok, isso acontece não é de hoje, claro, mas considerando os tempos em que vivemos, onde tudo que é visualmente bonito é atrativo, isso entra ainda mais em voga. Então, tudo bem... Fulano X se atrai por fulana Y porque ela é bonita e tem o corpo muito bom, e, então, depois de muito jogo de sedução, os dois ficam, e ficam mais uma vez até começarem a namorar. Mas fica apenas por isso aí. Não existe uma troca simbólica de gostos, de críticas, de conceitos, de risadas sinceras e de dramas significativos e verdadeiros. Daí acontece o fim do “relacionamento” e logo após a troca. E mais um novo relacionamento.

Talvez por existir essa dinâmica do início e fim rápido de relacionamentos é que muitos casais acabam se separando. Existem muitas moedas e diversos lados diferentes que podem explicar estes contextos e seus relacionamentos. Porém hoje, se você estivesse em uma situação difícil em um relacionamento sério (estamos falando aqui de noivado e casamento) você colocaria todos os anos bons para trás só para pedir uma separação? Trago aqui dois exemplos fictícios que me inspiram ao me fazer essa pergunta:

Peço desculpas pelas cenas sem legendas, mas vamos lá...

Chandler e Monica, de Friends, eram muito amigos antes de acabarem tendo uma noite juntos e, daí em diante, decidirem ter uma relação em segredo. Enquanto eles fazem uma primeira viagem, que vai por água abaixo por conta de alguns imprevistos, o casal tem uma primeira briga séria e Chandler, como mostra no primeiro vídeo, acredita que o relacionamento chegou ao fim por conta disso. Monica então, sendo um pouco mais madura sobre questões de relacionamentos, o ajuda e diz que foi só uma primeira briga.

Depois disso, os amigos vão descobrindo aos poucos que Chandler e Monica estão namorando até que eles acabam brincando que eles vão acabar se casando e terão vários filhos. Nisso Chandler, inexperiente e despreparado para algo tão sério, tem um ataque de nervosismo sobre a questão e acredita que Monica realmente quer se casar e ter filhos naquele momento da relação, o que acaba deixando-a chateada com ele. No segundo vídeo então mostramos Chandler trazendo uma solução para que Monica o perdoasse pelo seu ataque, que ela logo afirma ser algo estúpido e louco da parte dele. E então explica que não quer ter nada neste momento e que sabe que não estão preparados para isso.

Ao longo de mais episódios e temporadas eles enfim se casam, mas não sem antes passarem por outras brigas e conversas sérias sobre o relacionamento. Ou seja, é um casal perfeito, com todas as imperfeições que a vida nos traz cotidianamente.

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Sim, este foi um exemplo da ficção, mas é um exemplo real para muitos casais que estão até hoje juntos. A lição que deixo aqui, através deste casal fictício, é que nós, meros iniciantes em relacionamentos, aprendamos com nossos parceiros (ou futuros parceiros) a viver em sintonia, sempre ajudando um ao outro tanto com a própria relação como com os dilemas da vida fora do relacionamento, sendo parceiros e amigos. Acredito que, desse jeito, trabalhando para o relacionamento ser feliz, todos vejamos as faces das nossas moedas.


Bruna Ribeiro

Mas o que dizer sobre mim? Bom... Eu sou eu (JURA?). Eu sou eu com minhas qualidades e defeitos; com a minha imperfeição de querer ser perfeita e excepcional; com os meus gostos e hobbies. Uma metamorfose ambulante em meio de milhões..
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