toca a fita

Um mixtape de música, filmes, livros e cotidiano

Rafael Moreno

Aquele clima despretensioso dos filmes dos anos oitenta, com uma dose de Tarantino e uma boa trilha sonora ao fundo.

O papel do herói

Eles existem para nos lembrar quem somos, independente das escolhas que constantemente somos obrigados a fazer durante toda nossa vida. Dia após dia. Hora após hora. Minuto após minuto. Sobre tudo e todas as coisas.


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Uma das coisas mais engraçadas que você só para pra pensar depois de um tempo, era de quando respondia a pergunta “o que você quer ser quando crescer”. Lembre bem, puxe da memória vai, força mais um pouquinho e tenho certeza de que se dará conta que você respondia “como o Superman”, “como o Batman”, “como a Mulher Maravilha” ou, até mesmo, “como o Han Solo (foi mal Luke)”.

E aí está a graça de tudo. Quando crianças, éramos convictos das nossas escolhas, com uma segurança tamanha que somente um adulto sem personagem para se espelhar seria capaz de nos tirar.

Esses adultos existiam, ainda existem, mas nem damos bola para eles. Não podemos dar ao luxo disso.

Não respondíamos “o que”, como se aquela questão jamais havia sido pensada. Pelo contrário! Chutamos a porta e logo partíamos para o “como”.

Talvez, bem talvez, você se via naquele seu herói preferido. E os heróis existem exatamente para isso.

Eles nos inspiram. Espelhamos neles as nossas seguranças e convicções. Os heróis nos deixam confortáveis para esquecermos, por um momento que seja, um pouco de todos os problemas e consequências e ações e metas e planejamentos e seja mais o que for que não nos dê direito a usar uma vírgula sequer, para pularmos para o “como”, algo do tipo “como farei algo que tenha plena convicção que me define”.

Os heróis nos motivam a tirar todos os infindáveis “se” de uma frase.

Por isso são um marco, inspiradores e tão importantes para nossa cultura.

Eles existem para nos lembrar quem somos, independente das escolhas que constantemente somos obrigados a fazer durante toda nossa vida. Dia após dia. Hora após hora. Minuto após minuto. Sobre tudo e todas as coisas.

E eles estão aí, não pra te falar o que você deve, ou não fazer. Mas sim para dizer que confiam que tudo dará certo no fim.

Basta você querer escutar e retribuir a confiança com o máximo que puder.

Eles estarão sempre por você.


Rafael Moreno

Aquele clima despretensioso dos filmes dos anos oitenta, com uma dose de Tarantino e uma boa trilha sonora ao fundo..
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