todo ouvidos

Todo ouvidos

Letícia Barroso

Na amplitude, um grão de areia que não sabe pra onde vai. Gosto de explorar, sou curiosa do bem, gosto de conhecimento, mas sou preguiçosa também. Amo música, mas não tenho talento, nasci pras artes, pra escrita e pro novo.

Bitch, please! Um manual para homens

Uma reflexão nada clichê sobre o comportamento masculino e que se dane o he for she


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Mãos suam, coração aperta, ou acelera quando ele chega perto. De vez em quando você gagueja. Pensa cinco vezes no beijo que foi roubado, pensa mais um pouco. Vocês conversam. Terminam. Dessa vez foi por pouco! “Você é maravilhosa!” Você ouve pela milésima vez. “Você não sabe pelo o quê estou passando, não quero discutir”. Esse é o resumo do comportamento masculino quando começa a farejar um começo de relacionamento, nem que seja coisa da própria cabeça. A gente meio que cansa, né? Mulheres dizem que homens são babacas, e fatos científicos do Facebook comprovam cada vez mais. Homem que usa todos os clichês possíveis, beija menina sem ser convidado, grita e esperneia falando que o problema é falta de rola, que nenhum um homem te tratou do jeito que queria, querendo cookie no Facebook e tirando onda de feministão.

Mulheres que são idiotas, querem sempre carinho. Homem quando é carinhoso é bom, mulher é grudenta, é louca. A gente perde a conta de quantas pessoas elogiam homens por serem pais solteiros, e eu penso: Grande bosta! Quer um biscoito amigo?

Após umas fuxicadas aqui e ali, depois de experiências não muito bem sucedidas e do sofrimento diário, nós mulheres, chegamos a conclusão de que estamos sem forças e ficamos embasbacadas em ver que aquele nosso ex babaca está postando notícias, vídeos, ou o que seja sobre proteção à mulheres, enquanto ele te tratava como lixo, te ignorava e te chamava de louca.

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Homem sempre quer aprovação, e quando não consegue, a culpa é de quem? Da mulher é claro! O que mais se vê é uma galerinha conservadora batendo o pé falando que o movimento feminista é radical. Pois é meu caro amigo, te darei uma lista do que é ser radical:

- Ver homem falando que você foi culpada por trinta homens te deixarem inconsciente para transarem com você.

- Assistir colegas falando que irão embebedar meninas na balada para conseguirem penetração.

- Não poder trabalhar de vestido.

- Ter sua capacidade intelectual subestimada.

- Não poder discutir política sem ser chamada de radical.

- Assistir meninas de treze anos sendo babadas por homens de 30.

- Ouvir homens falando que não concordam o feminismo e que o problema seria resolvido se as mulheres transassem.

E por final, parem com essa mania imbecil de achar que alguém se importa com a opinião de vocês no feminismo. É contra a legalização do aborto? Beleza! Guarda pra você e escute as mulheres que estão ao seu redor. Achou um absurdo o estupro? Mude sua mentalidade, não escreva textão no Facebook, isso meu amigo, não muda nada! O que muda é tentar olhar ao seu redor, e chamar de babaquinha aquele seu amigo que assovia para as meninas na rua. Não é uma postagem que vai te fazer melhor, não é ser contra Bolsonaro, nem bancar o comunistão, é como você age no seu dia a dia com as mulheres que estão ao seu redor.

Nós, mulheres sempre estivemos sozinhas e sempre estaremos, não precisamos de pessoas para dar pitaco no movimento. E não diga, você homem, que usa saia e batom que entende de igualdade dos sexos, porque não, para, tá feio! Homens são homens e sempre serão, mulheres passam por coisas que vocês nem imaginam todos os dias para serem desbancadas por um mínimo grupo que faz a obrigação e é glorificado por metade do mundo.

He for she é o c*. Estamos por nós mesmas e sempre estaremos.


Letícia Barroso

Na amplitude, um grão de areia que não sabe pra onde vai. Gosto de explorar, sou curiosa do bem, gosto de conhecimento, mas sou preguiçosa também. Amo música, mas não tenho talento, nasci pras artes, pra escrita e pro novo..
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