transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries, apaixonada por filmes e amante de gordices. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

Como não se apaixonar pela história de Lucy Eleanor

Quem nunca se apaixonou por uma pessoa com a qual jamais trocou uma palavra, mas já imaginou encontros e uma vida toda? Quem não tem uma família bem excêntrica e cheia de tradições e loucuras? Quem nunca teve vontade de viver uma história linda e louca de amor?


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Sempre aproveito o final de semana para colocar as séries em dia, mas agora resolvi deixá-las um pouco de lado para assistir a alguns filmes que estavam na gaveta, ou que simplesmente precisava rever.

Tenho todos os tipos de filme, mas meus gêneros preferidos são terror e romance. Dessa vez, resolvi deixar os filmes de terror de lado, pois a vida está bem bagunçada para ver coisas que não vão me deixar feliz. Então, resolvi assistir uma comédia romântica (algo que não foge muito do pensamento anterior, já que essas histórias me deixam mais melosa e fantasiosa).

O filme escolhido foi “Enquanto Você Dormia”, com a linda Sandra Bullock interpretando Lucy Eleanor, o apaixonante Bill Pullman interpretando Jack Callaghan e o engraçadinho Peter Gallagher vivendo Peter Callaghan.

O filme conta a história de Lucy, funcionária de um metrô que é apaixonada por um passageiro que ela nunca conversou na vida. Um dia, Peter, o passageiro, é assaltado e jogado nos trilhos do trem. Por pouco ele não morre, pois é salvo por Lucy. Peter fica em coma e quando Lucy resolve visitá-lo, é confundida pela família dele como sendo sua noiva.

De início, ela não consegue contar a verdade por causa da confusão criada por eles, mas depois vai perdendo a coragem e começa a se envolver nesse ciclo familiar doido. Além disso, ela se apaixonar por Jack, irmão de Peter.

O final é lindo e não posso contar. Quem ama esse filme como eu, fica com cara de boba no final e nas cenas em que o Jack aparece.

No decorrer das cenas, acredito que se torna quase impossível não se apaixonar e envolver pela história de Lucy. Quem nunca, assim como ela, se apaixonou por uma pessoa com a qual jamais trocou uma palavra, mas já imaginou encontros e uma vida toda? Quem não tem, ou esteve no meio de uma família bem excêntrica e cheia de tradições e loucuras? Quem nunca teve vontade de viver uma história linda e louca de amor, como ela? Acho que quem responder “não” deve ser bem duro de coração ou extremamente racional.

Lucy, como toda personagem de história romântica, tem um leve histórico de fatos tristes e poder viver um grande amor lhe dá mais força e coragem para lutar contra as barreiras da vida. Um pensamento que paira na mente de algumas pessoas, que podem até dizer que ter alguém não é extremamente importante, mas sabem que alivia o coração e a mente.

Lucy Eleanor também mostra que nem sempre a realidade corresponde com as nossas expectativas. Muitas das vezes, isso é a coisa mais maravilhosa que pode acontecer. Trilharmos um caminho totalmente diferente do que imaginamos e sonhamos, e conseguir alcançar o fim que desejamos é perfeito.

Assim como Lucy tive um amor platônico e imaginário (só que no ônibus), mas todos os projetos e surpresas foram vividos ao lado de uma pessoa que pude conversar, discordar, brigar e amar surpreendentemente. Alguém que não é loiro, mas me olha com o mesmo olhar do Jack.

Quem já assistiu ao filme, e gostou, acompanhou a vida de Lucy ir do inferno ao céu em 103 minutos. Tempo suficiente para torcer, rir, se apaixonar pelos seus pensamentos e ficar besta com seu romance e, repito, com as cenas em que o Jack aparece.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries, apaixonada por filmes e amante de gordices. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
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