transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

Austenland: caricato, lindo e perigoso

Percebe-se que é um filme peculiar e que pode ser compreendido por dois tipos de pessoas: fãs de Jane Austen ou pessoas que assistiram alguma vez na vida Orgulho e Preconceito.


Austenland.jpg Os atores principais no making off do filme Austenland. Foto: Divulgação Os filmes, em sua maioria, buscam despertar um determinado e objetivo sentimento para quem o assiste. Os de terror querem assustar, os de romance deixar mais besta, os de drama querem te fazer refletir e assim por diante.

Austenland é uma comédia romântica, que não se enquadra no mesmo tipo de “Como se fosse a primeira vez”, protagonizado pela Drew Barrymore a Adam Sandler. Ele conta a história de uma viciada nas obras de Jane Austen, em especial Orgulho e Preconceito, e resolve gastar todas as suas economias em um lugar que recria situações da época de Austen, assim como relacionamentos. O lugar tenta transformar em realidade os sonhos das suas clientes, deixando todas cientes que há atores no local.

Com isso, percebe-se que é um filme peculiar e que pode ser compreendido por dois tipos de pessoas: fãs de Jane Austen ou pessoas que assistiram alguma vez na vida Orgulho e Preconceito.

Se alguém me perguntar como é o filme, serei bem sincera, de acordo com minha opinião, claro: Austenland é uma comédia bem brega. Sim, ele é.

Há personagens extremamente caricatos (sejam os atores interpretando seus personagens, ou os personagens interpretando seus personagens. Sim, o filme é uma loucura romântica); um enredo bem fantasioso que lembra muito meus sonhos quando tinha 14 anos; e uns diálogos bem estranhos, assim como algumas cenas de Lady Amelia, Coronel Andrews e do Capitão George East.

No entanto, eu continuo minha opinião dizendo que ele é um filme lindo. Sim, ele é.

Não há como não se encantar pela bendita trilha sonora. Sejam as que foram produzidas especialmente para o filme como Austenland e Love Darcy ou os clássicos Suddenly e Lady in Red, que eu adorei, já que sou uma amante de músicas dos anos 80. E como não ficar em dúvida, junto com a protagonista Jane Hayes, entre o Mr. Henry Nobley e o Martin? Como não rir das besteiras ditas pela Miss Elizabeth Charming? Sem dúvida ela lembra aquela amiga extremamente extrovertida, que literalmente não pensa antes de falar.

Contudo, Austenland é um filme perigoso. Sim, ele é.

Ele é um filme bem oito ou oitenta, ao meu ver. Ou você gosta e vê várias vezes, ou você odeia e prefere nunca ter visto.

Austenland tenta te transportar para uma “experiência Austen”, mesmo que não seja você quem está vivendo na prática. Ele tenta mostrar como um desejo de viver em uma época distante, misturado com a modernidade, pode ser frustrante e encantadora. E mais do que isso, ele apresenta que não há idade para você realizar seus sonhos, para viver uma história de amor “da Austen” ou encontrar quem a queira viver com você.

Cheio dos seus prós e contras, Austenland mostra uma coisa: os nossos desejos, a vida, o amor é um jogo perigoso. Que cada um possui a sua fantasia e que as coisas que pensamos que é irreal e que jamais poderão acontecer conosco, pode sim acontecer. E além disso, cada um tem seu final feliz, independente de qual seja.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
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