transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

Marley, eu e todos os animais que amamos

Marley foi um filhote comprado por John e sua esposa Jenny em uma fazenda por $200 dólares e que em pouco tempo virou um labrador com 45 Kg, maluco e carinhoso. Uma história singular, assim como a de todas as pessoas que possuem um animal que, se pudessem escrever sobre ele, também daria em um livro ou filme que nos permitiria conhecer os sentimentos compartilhados.


Marley e eu.jpg Owen Wilson interpretando John Grogan em um dos momentos de carinho com o divertido Marley. Foto: Divulgação

Há quem diga que as pessoas que criam animais, em especial gato e cachorro, exageram no cuidado. Que essas pessoas não devem fazer festa de aniversário, comprar roupinhas, caminhas confortáveis e por aí vai. Mas será mesmo que é exagero afirmar a demonstração de carinho do dono pelo seu animal? Eu acho que não.

A primeira e última vez que eu criei um animal foi quando eu tinha 9 anos: Toddy, um filhote vira-lata que ficou apenas 5 meses na minha casa. Doente e muito frágil, faleceu. E apesar do pouco tempo que ficou em casa, foi o suficiente para conquistar a todos e tornar-se um membro da família.

Nunca mais criamos nenhum animal, mas sempre fiquei babando e enchendo de mimo os cachorros da minha vó, os gatos dos meus primos e o coelho da minha tia. Sem contar minha paixão por filmes que possuem cachorros e que tenho tanto no computador quanto em DVD.

Sempre ao Seu Lado está em primeiro lugar do meu TOP 3 de filmes com animais, mas jamais conseguirei escrever uma linha, pois só de lembrar da carinha do Hachi, meus olhos se enchem de lágrimas. Então Marley & Eu, segundo colocado, ganhou meu coração e sempre obrigo minha mãe e meu namorado a assistirem comigo.

Por que eu gosto desse filme? Não, ele não tem nada a ver com a relação que eu tive com o Toddy, mas ele consegue mostrar a relação de um animal no seio familiar. Eu, infelizmente, nunca tive um cachorro que ficasse tantos anos em casa, mas quem obteve essa oportunidade sabe dizer muito bem o quão importante ele se torna para todos.

Marley & Eu é uma adaptação do livro (que possui o mesmo título do filme) escrito pelo jornalista John Grogan que relata os treze anos vividos ao lado de Marley. Na história acompanhamos o crescimento pessoal e profissional de Grogan, paralelamente ao de Marley. Nessas horas, é inevitável não relacionar com os nossos próprios animais: seu crescimento, perceber o quanto gastamos com consultas e ração, rever fotos antigas e perceber a presença deles na maioria dos momentos festivos, as diversões quando o levamos para passear, sentir seu carinho, relembrar do cuidado na hora doença e tantas outras coisas indescritíveis.

Marley & Eu proporciona risos, lágrimas, confirma a famosa frase de que "o cachorro é o melhor amigo do homem" e mostra que a inserção de um animal em nossa casa (e aqui eu gosto de incluir todos os animais que já fizeram ou fazem parte da nossa vida), muda nossa vida, nossa rotina, nossos planos.

Marley foi um filhote comprado por John e sua esposa Jenny em uma fazenda por $200 dólares e que em pouco tempo virou um labrador com 45 Kg, maluco e carinhoso. Uma história singular, assim como a de todas as pessoas que possuem um animal que, se pudessem escrever sobre ele, também daria em um livro ou filme que nos permitiria conhecer os sentimentos compartilhados.

Então, diante desses poucos exemplos que pude descrever, digo que não é exagero o modo como as pessoas tratam seus animais. Neles é possível ver sinceridade, amor, reciprocidade e todas as sensações que nos fazem bem. Como diz John Grogan (e que volto a aplicar a todos os animais): “Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não. Dê o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puras e especiais? Quantas pessoas nos faz sentir...extraordinários?”.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
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