transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries, apaixonada por filmes e amante de gordices. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

Porque vale a pena se sentir criança com Snoopy e Charlie Brown

Ao voltar pra casa, comecei a refletir sobre o filme e sobre todo o contexto que o cercava: a história de Snoopy e Charlie Brown é simples. E apesar de ser simples, é cativante.


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Como já disse em textos anteriores, não sou muito fã de filmes de comédia, com exceção de algumas comédias românticas e animações. Quando soube do lançamento do filme Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, fiquei tão ansiosa quanto li sobre a estreia de O Boneco do Mal.

Então, me planejei, pensei na roupa, me organizei e selecionei o dia e o horário perfeito para assistir. Por conta de alguns imprevistos (algo que já acho comum na minha vida) assisti o filme uma semana depois do planejado, mas isso só fez aumentar a vontade, especialmente por um fator muito interessante: resolvi assisti-lo em um cinema alternativo. Apesar de eu nunca ter ido, sabia que lá estaria longe da confusão dos cinemas tradicionais e a minha roupa ou o tamanho do combo não seriam tão importantes. Em suma, foi uma experiência incrível, linda e divertida.

Snoopy e Charlie Brown: Peanuts possui aproximadamente 1h30 e eu não cochilei ou me “perdi” durante sua exibição. A sala estava cheia de crianças acompanhadas de seus pais, claro, fazendo eu me sentir, junto com meu namorado, deslocada, quase um peixe fora d’água.

Ao voltar pra casa, comecei a refletir sobre o filme e sobre todo o contexto que o cercava: a história de Snoopy e Charlie Brown é simples. E apesar de ser simples, é cativante. Os diálogos das crianças, as risadas, a imaginação do Snoopy, a amostra do amor na infância, tudo isso parece te levar para um outro mundo. Não precisa ser exatamente o mundo que vivemos na nossa infância, já que nem todos viveram as mesmas coisas, mas um mundo de inocência. Um mundo onde a maior preocupação é saber se o tempo está bom para brincar. Um mundo onde a amizade se reflete nas conversas e companhia na hora do lanche. Um mundo onde até nas coisas mais “infantis” podemos enxergar lições para a nossa vida adulta.

Confesso que saí da sala feliz e melancólica ao mesmo tempo. Feliz, por ter assistido um filme que pode me fazer rir (algo que em meio as turbulências diárias da vida adulta me parece ser uma raridade) e melancólica, pois me deixou tristonha e reflexiva ao voltar pra casa e perceber que toda a inocência e bem-querer gratuito está quase inexistente nas outras pessoas e até em mim mesma.

Snoopy e Charlie Brown: Peanuts alegra, te traz paz, felicidade, risadas e outros tantos sentimentos que fazem bem a alma e, como diz um amigo da faculdade, “deixa o coração quentinho”.

Que todos possam assistir e assistir de novo Snoopy e Charlie: Peanuts, se deixando deliciar por cada cena, por cada silêncio, por cada fala. Que também possamos aprender e deixar essa inocência e o sentimento de criança mais e mais presente entre nós.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries, apaixonada por filmes e amante de gordices. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
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