transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

A morte e a vida em A Lista de Schindler

”Aquele que salva uma pessoa, salva o mundo inteiro”


a lista de schindler.jpg Liam Neeson interpretou o empresário Oskar Schindler, responsável por salvar a vida de vários judeus. Foto: Reprodução

Marcado por um ano em que o extremismo e a falta de informação tomou destaque, 2018 mostrou que muitas pessoas se perdem em seus discursos por não saber argumentar ou comentar coisas óbvias ensinadas nas aulas de história do ensino médio.

Uma das discussões que tomou proporção internacional foi a questão do nazismo. Umas pessoas diziam que era do partido de esquerda, outros afirmavam ser de direita, a embaixada alemã se meteu para explicar essa discussão que gerou mais debate ainda. Pior que esse conflito sem fundamento, foi identificar pessoas que concordavam com as práticas aplicadas pelo governo alemão durante o nazismo, movimento fascista liderado no país por Adolf Hitler e que contribuiu para o início da 2ª guerra mundial.

Ouvir ou ver esses tipos de coisa aumentou a vontade de ler livros que eu tinha sobre a temática e, claro, assistir algo sobre o assunto. O escolhido foi o filme A Lista de Schindler (1993). Um clássico do cinema filmado em preto e branco, vencedor de sete Oscars e demais prêmios.

O longa conta a história do industrial alemão Oskar Schindler, um empresário que lucrou com sua fábrica de esmaltados que inicialmente tinha o objetivo de explorar a mão-de-obra barata judia. Depois, a empresa tornou-se refúgio para muitos judeus fugirem dos campos de concentração e contavam com a ajuda do empresário.

As quase três horas de filme conseguem mostrar a transição dos sentimentos de Schindler ao presenciar os horrores que os judeus passavam. Sejam quando eram abordados com toda a violência possível pelos soldados alemães – não poupando nem as crianças - ou as humilhações que eram submetidos para terem mais um dia de vida.

A Lista de Schindler mostra até onde vai maldade do homem, um líder, quando tem o poder em suas mãos. Até onde quem cerca esse líder aprova todo e qualquer tipo de atrocidade. Até onde a falta de respeito e amor ao próximo são esquecidos, quando a superioridade e errônea nacionalidade matam uma minoria, um grupo, um povo, uma nação. Porém, A Lista de Schindler mostra também como existe pessoas que se colocam no lugar de quem mais precisa, não medem esforço para salvar quem está ameaçado e dá o suporte que o Estado deveria fornecer, ao invés da exclusão e morte.

Que o campo das artes possa sempre produzir filmes, séries, musicais, peças, livros sobre o assunto. Possam sempre encontrar meios de informar a população, do rico ao pobre. Possam sempre dizer que ordem não é significado de opressão para um povo.

A Lista de Schindler é, repito, um clássico do cinema e não teria como descrever toda dor e humanidade exibida em cada cena.

Desejo que a vida de Schindler seja conhecida por várias pessoas a cada ano e que sua vida, as vidas que ele salvou, os momentos que eles viveram sirvam de lição para todos. E tenhamos sempre em mente uma das frases principais do filme: ”Aquele que salva uma pessoa, salva o mundo inteiro”.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Erica Marques