transbordar

Porque há pessoas, pensamentos e sentimentos controversos.

Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura.
E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa".

A realidade dramática presente no livro As Quatro Estações

O autor é capaz de reproduzir brilhantemente os sentimentos humanos. Do mais belo até o mais perverso. Os relatos vão tomando forma e causando sentimentos de tristeza, espanto, raiva ou puro nojo.


as quatro estaçoes.jpg Imagem presente na capa do livro na edição de 2013. Foto: Divulgação.

Iniciei meu gosto pelas histórias de Stephen King por meio das adaptações de seus livros para o cinema. Este ano decidi conhecer suas obras a partir da “fonte”.

A primeira leitura foi Cujo. Uma obra surpreendentemente encantadora. Em seguida comecei a ler As Quatro Estações. Uma preciosidade que reuni quatro contos incríveis e que cada um merece ser destrinchado. Mas neste texto será apresentado o livro de um modo geral.

Publicado em 1982, o livro passou um por um questionamento durante a publicação, pois as histórias eram curtas demais para serem transformadas em um livro e longas demais para serem intituladas como conto. Então foram publicados em um só volume os quatro contos longos (ou romances curtos como alguns chamam), sendo eles: Primavera Eterna - Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank, Verão da Corrupção – Aluno Inteligente, Outono da Inocência – O Corpo e Inverno no Clube – O Método Respiratório.

Em Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank, a leitura se desenvolve a partir do olhar de Red, um detento que conta a vida de Andy Dufresne na Penitenciária Estadual de Shawshank. Já em Aluno Inteligente, a história aborda uma relação macabra entre um menino obcecado pelos horrores da segunda guerra mundial e um ex-comandante nazista que se muda para a vizinhança. No conto O Corpo é relatado em primeira pessoa a amizade de Gordie Lachance e seu grupo de amigos que se aventuram durante a procura de um corpo. E por último, o leitor se debruça em um estranho clube frequentado por David Adley que relata um caso que ocorreu macabro que aconteceu com uma grávida em 1930 no conto O Método Respiratório.

As cerca de 300 páginas conseguem captar o melhor de Stephen que nos surpreende com a inserção de personagens de um conto no outro. E até de outro livro, como ocorre no conto O Corpo, no qual o cachorro e um dos personagens do livro Cujo são citados pelo protagonista da história.

O autor é capaz de reproduzir brilhantemente os sentimentos humanos. Do mais belo até o mais perverso. Os relatos vão tomando forma e causando sentimentos de tristeza, espanto, raiva ou puro nojo.

É incrível ver como alguns trechos causam uma pausa na leitura. Não pelo fato da história estar chata, mas de ser preciso parar, ler de novo, parar e compreender como aquilo pode ter acontecido. Como muitas das vezes aquilo é real. Como ainda acontece hoje em dia.

Stephen King consegue nos mostrar que tudo pode se real.


Erica Marques

Paraense, jornalista, louca por séries e apaixonada por filmes. Escorpiana, tenta ser meiga, acredita ser romântica e na mudança através das obras cinematográficas e da leitura. E tem como regra da vida: "Tudo o que você faz importa"..
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