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Confie, acredite realmente, você pode!

Matheus Mauch Vaz

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Uma pergunta bem formulada! os comportamentos de massa

Os comportamentos de massa, talvez sejam o maior e mais significativo indicador de que nossa Humanidade está “doente”, ou pelo menos que necessita repensar a si mesma. Milhões de indivíduos atuando mecanicamente ou automaticamente, sem pensarem muito no porque, nem nos próprios resultados.


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O que nos chama tanta atenção no vai e vem diário e frenético da sociedade? Pois bem, talvez nada mais do que seu próprio comportamento de massa, que é caracterizado por milhares ou milhões de pessoas, jovens em sua maioria, mas que existem também em outras faixas etárias, todos seguindo uns aos outros, em padrões de comportamento idênticos, massivos, sem saber muito o porque. Semiconscientes ou total inconsciência? Os meios de comunicação tem sua significativa parcela de culpa, induzindo ao consumismo desenfreado – “você só será feliz se comprar o produto X, Y, Z...”, mas ao mesmo tempo o tal mercado de consumo, nada mais é, diriam muitos: “o próprio reflexo dos anseios da sociedade.” Será?

O egoísmo também campeia, infelizmente, junto com a crise moral, que assola, e nessa onda, muitos lares vão se esfacelando. Muitos pais também estão em crise! Qual será o Futuro de nossas crianças? Que adultos serão amanhã? Mais uma vez muitos podem dizer: “mas sempre foi assim!” Então, usando de uma analogia, podemos cruzar nossos braços e deixar os políticos e abutres (coitado dos abutres) depenarem todas as empresas públicas do nosso querido Brasil? E a Educação e a saúde para o povo? Porque algo sempre funcionou de uma maneira, não quer dizer que deva ser eterno, ainda mais se esse algo acarreta sofrimento para uma parcela significativa de cidadãos.

Teremos que recorrer então ao gênio de Carl Gustav Jung, que dedicou sua vida ao estudo da Psique e da Alma Humana. Jung trabalhava principalmente com símbolos, mandalas, sonhos e arquétipos, e foi com base nisso, mais toda sua experiência, estudo e muita pesquisa que formulou sua Psicologia Analítica. Nos anos de 1920, Jung talvez no auge de suas experiências interiores, tem em determinada noite, um sonho onírico, onde estava caminhando em uma longa estrada em direção ao Oriente, com amplos horizontes e paisagens, quando um vulto de proporções gigantescas surge em sua frente, um guerreiro com roupas tribais, e que Jung de imediato sente profundo respeito por sua figura ancestral. Perguntado sobre quem é o titã responde que se chama Izdubar (antigo nome do herói sumeriano Gilgamesh posteriormente corrigido), e que estava indo para o Ocidente, conhecer as longínquas terras e seu povo. Jung diz que vem do Ocidente, e fala das pessoas, das máquinas, invenções e toda sua ciência e racionalidade, ao contrário de Izdubar, um ser com devoção ao sagrado e mitológico. Izdubar fica completamente amedrontado pelo poder da racionalidade, sente-se fraco e teme morrer. Jung por sua vez teme a morte do Titã, e muito emocionado entoa cantos védicos para salvar seu interlocutor. O herói mitológico fica surpreendido e diminuto, acabando por ser guardado em um ovo pelo psiquiatra. Após um tempo, Izdubar tem seu tamanho restaurado, sente-se revigorado e salvo, mas deixa um aviso: que a falta de veneração e respeito aos Deuses e ao Sagrado, por parte da Humanidade, acarretaria no futuro, o recalque destes, fazendo surgir as mais diversas doenças e fenômenos nos pacientes.

O que podemos pensar desse insólito encontro? Um ser vindo do Oriente, querendo, ao mesmo tempo, conhecer e levar sabedoria e veneração ao sagrado, para o Ocidente. Os Mahatmas na Índia, diziam que a Luz, o conhecimento, tinha vindo do Ocidente, e para cá voltaria. Jung formulou a teoria da Individuação, onde cada ser pode descobrir sua real função no Universo, para que veio, atingindo sua autorrealização, ou seja, ter um comportamento único e diferente de todos, assim como todos nós somos, um no Todo. Roberth Johnson, autor junguiano, sempre diz que uma pergunta bem formulada, já é a própria resposta, e, ao que me parece é o momento talvez, do Ocidente dar sua resposta aos comportamentos massivos, ou ao menos esse tempo está mais próximo. Então meus amigos, que pergunta faremos a Izdubar quando o encontrarmos?! É de pensar, não é!View image


Matheus Mauch Vaz

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