tudo que é sólido se desmancha no ar

modernidade e modernização

Lindberg Campos Filho

Crítica radical porque eu tenho absoluta certeza de que o que se move se move por contradição

Contra a virada cultural

A política de show não é algo novo. Ela afirma e aprofunda a ideia de cultura como espetáculo a ser consumido pelos olhos dos espectadores. Ela aliena os espectadores dos processos de produção daquela manifestação artística e faz com que a pessoa desenvolva uma relação fetichista que busca apenas uma forma de ostentação e distinção através da cultura. Aliás, isto é uma característica estruturante da dimensão psicológica das classes médias desde o século XIX, pois, elas estão quase tão distantes da "alta cultura" quanto a classe trabalhadora e, assim, se agarram a toda e qualquer possibilidade de afirmar sua superioridade em relação aos despossuídos cultural e materialmente.


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Recentemente aconteceu uma coletiva de imprensa na qual a prefeitura de São Paulo anunciou a programação da Virada Cultural 2015. A ideia deste texto é lançar algumas questões sobre esta política pública a partir de uma perspectiva crítica que privilegie as contradições desta política e não picuinhas partidárias. A visão aqui expressa é interessada e tem como objetivo central disputar o conceito de cultura. Deslocá-lo de uma perspectiva alienante a serviço da dominação e do mascaramento das relações reais para uma ideia de cultura como todo um modo de vida; que a cultura não está isenta de nada e tampouco é uma nuvem que paira sobre o planeta terra de onde os artistas cantam as poesias que narram os valores humanos universais, a-históricos e desinteressados. Apesar dessa visão ser a hegemônica e dominar 99% dos corações e mentes, ela não passa de uma mentira bem contada e muito funcional para quem está contente com a ordem atual. A cultura, bem como eu e você, tem muitos interesses e está completamente imersa no conflito social. Ela, como diz um crítico cultural britânico chamado Raymond Williams, é responsável por produzir toda uma ordem política e social que pode e deve ser questionada em todas as suas expressões.

Origens da indústria cultural

O surgimento da noção de lazer é contemporâneo do início do processo de modernização da sociedade burguesa no final do século XIX nos países europeus de industrialização avançada. Este processo "civilizatório" nos interessa porque ele lançou todas as bases do mundo que conhecemos e que erroneamente tomamos como inevitável e natural.

Simplisticamente falando, a burguesia enquanto classe dirigente precisou realizar uma série de políticas públicas para organizar a sociedade que iria passar a governar e dominar. É importante lembrar que a burguesia francesa fez uma aliança com os trabalhadores e trabalhadoras parisienses para derrubar o antigo regime da aristocracia e impor a sua ordem no processo que ficou conhecido como a Revolução Francesa (1789-99). O acordo programático para tal aliança era baseado na tríade liberté, égalité e fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade), porém, como podemos verificar, ao olharmos um pouco mais atentamente para sociedade que nos cerca, vamos perceber que isso não rolou. Ao perceber que, essencialmente, o chicote só havia mudado de mãos, os trabalhadores de Paris se organizaram e em 1848 tentaram inviabilizar os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. A burguesia, nesse momento, se aliou com as classes médias, a aristocracia sobrevivente e com o campesinato, enquanto, como nos conta Karl Marx em O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (1852) ao lado do proletariado só havia ele mesmo. Desse modo, a burguesia dirigente tratou de massacrá-los com um terrível derramamento de sangue que veio a ser reconhecido como o primeiro episódio da luta de classes moderna, pois efetivamente colocou na arena do conflito social os inimigos contemporâneos fundamentais: trabalhadores e proprietários; salário e lucro; trabalho e capital. Assim, pode-se dizer que já desde o século XIX temos visto o triunfo indiscutível da burguesia, mas uma vitória tão contraditória que deixou uma marca crítica nessa sociedade que persiste até hoje: um espectro de revolta contra a desigualdade, miséria e violência brutais que aterrorizam e matam a maioria excluída dessa sociedade. A impiedosa repressão que o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), desferiu contra os professores que buscavam impedir a votação de alteração do regime de aposentadoria é a demonstração mais bem acabada de que até hoje a elite política e econômica resolve seus interesses desse jeito, embora ela tenha forjado uma arma ainda mais eficaz neste meio tempo: a indústria cultural.

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É uma conta relativamente simples, já que à medida em que a pilha de excluídos à margem de uma sociedade injusta só aumenta, a situação nessa sociedade tende a criar motivos para rebeliões cada vez mais violentas contra uma violência amplamente maior. É, desse modo, plausível aceitar que muitas sociedades capitalistas sempre estavam à beira de guerras civis no século XIX; isto fica ainda mais evidente se pensarmos que a hegemonia burguesa ainda estava em consolidação e muito diferente da cristalização globalizada que enxergamos hoje em dia. Podemos multiplicar os exemplos de como as relações de "mercado" que somos tão habituados hoje não tem nada de natural, e que foram impostas com muita violência. As Guerras do Ópio (1839-42; 1856-60) entre China e Inglaterra e a Conferência de Berlim (1884-5) são dois episódios ilustrativos. Se as primeiras foram, basicamente, bombardeios ingleses para forçar a China a comprar o ópio da sua então colônia a Índia, a segunda foi a literal repartição do continente africano pelos países europeus; a imposição do modelo colonial extrativista e da forma estado-nação a diversos povos, e cujas cruéis consequências vemos até hoje. Obviamente que todas essas missões tinham como justificativa levar a civilização (burguesa) para povos bárbaros - atualmente o gerente de plantão do capital, os EUA, falam em levar a democracia. Foi dessa maneira que o capitalismo se tornou, já na década de 1980, um sistema planetário.

É aí que a modernização capitalista se mostra fundamental, pois ela não vai somente desenvolver um urbanismo mais sofisticado para as cidades, erguer instituições de regulação das atividades sociais e serviços para gerir o social, mas também e principalmente vai racionalizar o tempo deste novo ator social que habita as cidades modernas e que é tão importante na neutralização da luta de classes: o sujeito técnico urbano, isto é, as classes médias citadinas mais ou menos como a conhecemos hoje. Esta atriz social tem quase toda a sua vida determinada por essa racionalidade sócio-política, cujo sócio-metabolismo é quantitativamente temporizado de tal modo que a pessoa torna-se uma individualidade produtiva (ou, para usar a terminologia mais atual, "capital humano"). Daí o lazer emergir como uma esfera da vida em oposição ao sofrimento do trabalhado alienado. Vale lembrar brevemente que o trabalho alienado é doloroso e exaustivo exatamente porque ele é separado de outras esferas da vida e porque ele é feito não para produzir coisas úteis ou para a própria subsistência, mas simplesmente para gerar lucros para terceiros que nem ao menos conhecemos. O trabalho sob o regime capitalista pode não inaugurar a exploração, mas sem sombra de dúvida representa um salto em termos de alienação, pois além de não produzir coisas úteis ou subsistência direta, é totalmente impessoal. Há tantas divisões e hierarquias que não fazemos ideia de quem lucra com a nossa energia vital (se você trabalha 8 horas e dorme 6 horas por dia por 30 anos você vendeu quase toda sua energia vital para rechear a conta bancária de alguns poucos desconhecidos). Como tanto sofrimento pode ser atenuado? Como tanta revolta vinda de tanto sofrimento pode ser desconversada?

A indústria do entretenimento ou do lazer surge justamente da coordenação entre o ritmo industrial do metabolismo social e a necessidade de preencher o tempo meticulosamente contabilizado de ócio dos trabalhadores das cidades. Vemos aqui uma industrialização do trabalho intelectual para forjar uma ordem social e política. Se por um lado a indústria produz milhares de mercadorias idênticas, por outro lado a indústria cultural produz tipos de subjetividade em série. Além do mais, precisamos lembrar que a cultura tem o poder de cimento social que cria consensos. Ela liga as pessoas através de elementos comuns como a língua, a nacionalidade (aliás, outra criação do mundo moderno que cria um mercado transnacional) e o futebol. A cultura não tem um problema em si e para si. A questão é que o trabalho intelectual tem sido privatizado e instrumentalizado desde a sua manufatura próxima do alvorecer da modernidade pelas mãos do alemão Johannes Gutenberg (1398 - 1468). A invenção da imprensa lançou as condições de possibilidade de um meio de produção ideológica que é extremamente útil até hoje: o jornal. É justamente neste sentido que os primeiros jornais (daí muitos até hoje conservarem o nome de gazetas mercantis) terem existido para auxiliar no desenvolvimento das relações do capital mercantil e, com o passar do tempo, se tornaram ferramentas essencias na elaboração de realidades a partir da opinião de quem se apossou dos meios de produzi-los. Qualquer semelhança com o papel indecente que os jornais até hoje cumprem não é mera coincidência.

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Do mesmo modo, a indústria cultural explora o trabalho intelectual de críticos, roteiristas, jornalistas, artistas, fotógrafos, em suma, trabalhadores intelectuais. Lembremos que a perversidade do entretenimento se situa no escamoteamento das contradições que a sociedade capitalista cria diariamente. Raymond Williams afirma que as relações capitalistas se mantem "não somente ainda que certamente se for necessário através do poder e não apenas ainda que sempre através da propriedade. Ela se mantem inevitavelmente também pela cultura do vivido. A saturação do hábito, da experiência, dos modos de ver é continuamente renovada em todas as etapas da vida sob pressões de tal forma que o que as pessoas vem a pensar e a sentir é em larga medida uma reprodução de uma ordem social que elas acham ser natural e impossível de mudar". Há, dito mais ou menos de outro modo, uma saturação do vivido que nos impede de ter percepções precisas do que de fato está em jogo na política. Há uma automatização da percepção que vertentes da arte modernista (~1890-1930) identificam e procuram atacar via o estranhamento e a desfamiliarização constante da obra de arte. O entretenimento não se restringe à literatura comercial, TV ou filmes mas também compreende parques, praças, shoppings e outros estabelecimentos públicos ou privados especialmente voltados para as diversas classes médias que têm o padrão de vida mais próximo das classes trabalhadores do que da "aristocracia" do capital financeiro que não trabalha e que portanto usufrui dos privilégios de não ter uma vida toda segmentada e preenchida de trabalho e distrações infantilizantes. Ou vocês acham mesmo que a classe dominante americana vai passar o dia de folga em frente a uma TV, esperando o que vem depois como faz a esmagadora maioria da sua população?

A professora aposentada de literatura da USP, Iná Camargo Costa, já disse em um documentário sobre a lei de fomento para o teatro em São Paulo que a gente só começa a entender o conceito de indústria cultural caso entendamos que ela é um desenvolvimento e está intimamente ligada ao pentágono nos EUA e aos exércitos dos países. Lembremos que a Rede Globo teve sua parafernalha financiada de maneira nebulosa e trazida dos EUA em 1965 e desde então tem seguido metodicamente uma certa política.

Virada cultural

O orçamento da Virada Cultural de São Paulo 2015 está por volta de R$14 milhões sendo R$9 milhões destinados ao pagamento dos cachês dos artistas. Para além do fato de uma quantia cada vez maior de dinheiro público de uma área já debilitada estar sendo gasta para um evento de 24 horas, há a questão de estarmos falando de artistas inseridos na indústria cultural como Anitta, Fábio Jr., Caetano Veloso e Lenine. Absolutamente nada contra estas pessoas ou seus trabalhos, mas precisamos retirar o manto ideológico do privilégio que a palavra "artista" implica e lembrar que estamos, na verdade, falando de pessoas jurídicas que lucram com suas atividades culturais. Ou seja, há uma transferência de dinheiro público para iniciativa privada sem licitação ou concorrência ampla; isto sem contar com as absurdas desigualdades em termos de cachês entre grandes empresas-artistas e microempresários-artistas. Você já parou para pensar como é que faz para "fazer arte" se você não tem grana? Aqui não se trata de fazer uma crítica moral ou jurídica, mas sim de ordem política, pois embora muitos não saibam, a quase totalidade de artistas no mundo do capital sofre um desemprego crônico e mesmo quando conseguem algum trabalho - inevitavelmente temporário seja na indústria cultural ou via edital do setor público - conseguem para manutenção da sua existência e muito dificilmente para aumentar sua fortuna pessoal e pagar seus empregados/colaboradores/equipe ou sejá lá como estejam chamando quem é explorado. Só para deixar bem claro que estas artistas contratam uma série de funcionários.

Esta contradição já impõe um horizonte muito mais ambicioso para qualquer discussão sobre cultura, pois a industrialização do trabalho intelectual fez com que o trabalho cultural ficasse restrito a uma parcela muito pequena de pessoas privilegiadas que chamamos de artistas. A cultura contra-hegemônica não consegue se reproduzir no capital. Ela não consegue gerar o valor necessário para se manter materialmente, entre outras razões, devido à impossibilidade de concorrência com o aparato da indústria cultural e pelo fato da cultura liberta dos compromissos manipulatórios da ordem não ser reconhecida pelo grosso da população como uma atividade socialmente relevante. De acordo com o acúmulo teórico do materialismo histórico só produz valor (social) o que é visto pela sociedade como relevante; na configuração brasileira atual são os excrementos serializados da indústria cultural é que são vistos como relevantes e assistidos por milhões de pessoas. Não somente os meios de produção da vida foram privatizados - o que faz com que nós tenhamos adultos, jovens e crianças disputando comida com ratos nas grandes cidades do mundo subdesenvolvido, já que nós somos obrigados a pagar para termos comida, moradia etc; nós literalmente pagamos para viver - mas também os meios de produção cultural. Teatros, meios de comunicação, escolas, bibliotecas, equipamentos de audiovisual, galerias e etc estão nas mãos da iniciativa privada que impede qualquer tipo de discurso anti-hegemônico; como diz Guy Debord, a censura nunca foi tão perfeita.

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Devido às assustadoras desigualdades brasileiras, a esmagadora maioria da população brasileira nem sequer chega a desenvolver interesse pelo assunto cultural. E quando me refiro a cultura não incluo o lixo da indústria cultural. Lembremos que assim como a palavra cultura, também a palavra popular está historicamente em disputa, pois a intelligentsia da indústria cultural tenta a todo momento vender a farsa de que popular é o que circula com maior facilidade e que rende os milhões para a já multibilionária indústria do lazer. Chamando a nós, que denunciamos seus negócios, de elitistas. Ao passo que, se pensarmos um pouco mais vamos ver que, na verdade, uma música ou filme tornam-se "populares" ao serem metodicamente expostas até gerarem um transe involuntário. Isto sem mencionar o fato dessas produções populares terem sido feitas sob condições muito privilegiadas e que o que é de fato popular não circular com tamanha facilidade.

Além disso, a política de show não é algo novo. Ela afirma e aprofunda a ideia de cultura como espetáculo a ser consumido pelos olhos dos espectadores. Ela aliena os espectadores dos processos de produção daquela manifestação artística e faz com que a pessoa desenvolva uma relação fetichista que busca apenas uma forma de ostentação e distinção através da cultura. Aliás, isto é uma característica estruturante da dimensão psicológica das classes médias desde o século XIX, pois, como vimos logo acima, elas estão quase tão distantes da "alta cultura" quanto a classe trabalhadora e, assim, se agarram a toda e qualquer possibilidade de afirmar sua superioridade em relação aos despossuídos cultural e materialmente.

A política cultural de show ainda tem outra desvantagem estratégica. Ela acentua a separação entre consumidor e produtor de cultura que é tão vantajosa para indústria cultural continuar a nos empurrar seu chorume. As políticas públicas de cultura da cidade de São Paulo não estão voltadas para formação unitária de produtores e de um público ativamente crítico no desenvolvimento da obra. O que quero dizer é que todo artista sabe o quanto é importante ter um público crítico em relação a sua obra, especialmente se esse público for de pessoas que também produzem arte. É muito comum que grupos de teatro se apresentem para outros grupos, por exemplo. Isto aponta um caminho para minimizar os efeitos da sociedade de espectadores passivos que se alienam da sua própria energia de intervenção e transformação social. No que tange à literatura nós vemos quase que exclusivamente o fomento de saraus por parte da prefeitura. A política de sarau tem inúmeros aspectos positivos e deve continuar existindo, principalmente se forem descentralizados e contarem com alguma continuidade. Mas sua potencialidade é dinamitada se não vier acompanhada de uma política séria de formação que contemple não apenas a criação literária, mas também uma compreensão e reflexão das determinações da sua própria formação e consequente obra; em outras palavras, uma formação na qual se pense o mundo no qual a pessoa está inserida para pensar como trabalhar os materiais e as formas sociais disponíveis para o fazer artístico.

Isto nos faz lembrar que a cultura ou a arte não são atividades sagradas que só alguns poucos talentosos podem produzir a partir de uma ordenação divina. Muito pelo contrário. Cultura é trabalho e muito trabalho. Inteligência para montar um teorema estético seja em um romance, peça ou dança não surge do nada como que mágica. Mesmo o amontoado de novelas porcaria exige o trabalho intelectual de inúmeras pessoas; a indústria cultural sabe exatamente que papel cumpre e o executa de maneira científica através dos seus profissionais intelectuais e técnicos. Há horas e horas de estudo da tradição, da técnica e de experimentação que - em variados níveis - conserve ou rompa com o que já tem sido feito. A virada cultural não se limita a sugar recursos que poderiam ser melhor aproveitados, ela reproduz e produz de maneira criativa a confusão entre qualidade e quantidade que é mortal para um projeto emancipatório concreto. A política do show fatalmente encerra qualquer possibilidade de formação de vivências muito mais interessantes para uma maior ousadia e rebeldia que consiga acumular para formação de "uma consciência coletiva capaz de se contrapor à hegemonia do capital mundializado"*.

Muitas das ideias aqui contidas são frutos da leitura destes trabalhos realmente impressionantes e que eu recomendo fortemente a leitura:

Theodor Adorno & Max Horkheimer - Dialética do esclarecimento

Arnold Hauser - História social da arte e da literatura

Guy Debord - A sociedade do espetáculo

Iná Camargo Costa - Palestra sobre o ensaio O autor como produtor de Walter Benjamin.

*Maria Elisa Cevasco - O sentido da crítica cultural. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/o-sentido-da-critica-cultural/

Raymond Williams - Culture and society 1780 - 1950

T. J. Clark - A pintura da vida moderna – Paris na arte de Manet e de seus seguidores


Lindberg Campos Filho

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