Samira Calais

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    Ela descansa

    O relógio não avança. O silêncio incomoda os ouvidos. A espera dói. Ela está ali. Sua respiração, seu coração, sua quentura, seu sorriso. E sua mente? Sempre tão firme, tão inspiradora, resolveu se ausentar?

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    Amar é...

    Quanto amor você tem oferecido? O que é “ser amor da cabeça aos pés”? Essa força é universal e cíclica. Em alguns momentos da vida vamos achar que não recebemos tanto quanto ofertamos. Mas amor não é merecimento. É mais que isso, mais intenso. É trocar. É girar. É viver. É sentir. A gente precisa do outro. Do outro em nós. Espera. Confia.

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    Cenas pretas

    Humilhação. Invisibilidade. Preterimento. Desprezo. Servidão. Desconfiança.
    Essas situações podem acontecer com qualquer pessoa. Mas o cruel é ser protagonista de todas essas cenas, incontáveis vezes, todos os dias, durante toda a vida.

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    Roda gigante eterna

    Sinto o pôr do Sol me invadindo. Sinto a textura da areia na sola dos pés.
    Vejo abraços e braços, longos e compridos. Vejo aquela risada quente e aquele sossego.
    Espero os olhos cúmplices se conversando. Espero ver o Sol amanhecer amarelo acompanhado do gosto de vinho na boca. Fecho os olhos. Onde estou?

    Como trilha sonora para ler o texto sugiro a linda "A melhor hora da praia", da Nação Zumbi, que me inspirou para escrever esses versos.

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    (re) começo

    O mistério da vida penetrado por dúvidas. Se não intacto, por que tantos pedaços? Se tão fluido, por que tão intenso? Se cruel, para que o deleite? Jogo-me no mundo, despida. A cada fim, um início de tempo: interno, pungente, latente, pessoal. Mas à minha volta tenho flores. Coloridas, de diferentes tipos, cheiros e formas.

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    Entrecorpos

    A cada momento que pensassem um no outro sentiriam um arrepio na pele, enquanto na memória se desenhariam curvas, linhas e cores.

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    Destemor

    No último suspiro de um edifício se vê: “vontade de muitos, coragem de poucos”. Mas quando a coragem se findou? Os caminhos só têm um sentido? A dor do outro não me despedaça? Escorre nas mãos a força da luta. Cabeças erguidas, corpos firmes. Sigo em frente.

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    A incrível geração... não incrível?

    Volte no tempo. Como você se imaginava aos 30? Ninguém nos avisou que a vida real não funciona como imaginávamos. A realidade é muito distante dos nossos planos juvenis. Não podemos largar tudo e ir vender brigadeiro na Europa. Apesar da falta de tempo, da falta de quintal e da falta de tranquilidade financeira somos felizes conquistando nossa independência aos poucos, mesmo com dificuldades.

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    A inigualável sensação da não solidão

    “Estar sozinho” é um estado em que chegamos a partir do momento em que nos sentimos tão à vontade com nós mesmos que escolhemos para ficar ao nosso lado apenas quem queremos muito. Mas enquanto não aprendermos a nos preencher até transbordar não vamos conseguir nos doar verdadeiramente ao outro.

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    Bela, despudorada e da luta

    Desde pequena aprendeu que podia ser quem quisesse. Aprendeu a olhar em volta e entender quando seu lugar era privilegiado. Depois de tanto tentar se encaixar nos padrões de beleza aprendeu que mulher bonita é a que luta. Que luta sempre e grita quando necessário. Aprendeu a correr atrás dos seus objetivos, mas o mais importante, aprendeu a não se culpar quando as coisas não acontecem como planejadas.

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    O encontro em si

    Os desencontros da vida provocam encontros internos. Lidar com ausências é tarefa difícil, mas lidar com a ausência de si mesmo é ainda mais sofrido. Se encontrar é viajar para dentro de si, é cruzar barreiras, medos e inseguranças. E, se "a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional", ser feliz exige paciência, competência, entrega e dedicação.

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    Nos olhos, as bocas

    A luz baixa, a sala vazia, o cheiro do álcool. Do mesmo modo que corria, o tempo se dissolvia e roubava seus sentidos.

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    Sobre (vivo)

    Meus olhos passeiam pelos prédios, ritmo, pessoas, diferenças, construções. Como é feita nossa construção pessoal? Somos moldados pelo que vemos, pelo que sentimos, pelo que vivemos, pelo que não vivemos? Na minha gênese um ingrediente foi essencial e o nome dele é: São Paulo.

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    Eu, a cidade

    Desejo que seja madrugada, mas ainda são 7 da noite.

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