Samira Calais

Amar é...

Quanto amor você tem oferecido? O que é “ser amor da cabeça aos pés”? Essa força é universal e cíclica. Em alguns momentos da vida vamos achar que não recebemos tanto quanto ofertamos. Mas amor não é merecimento. É mais que isso, mais intenso. É trocar. É girar. É viver. É sentir. A gente precisa do outro. Do outro em nós. Espera. Confia.


Não gostaria de precisar falar sobre esse devaneio que é o amor. De questionar o abstrato. De me fixar no seu olho e inquirir: “quanto amor você tem dado?”. Eu não gostaria de ser tão invasiva sobre esse precioso e delicado tema. De colocar o dedo na ferida. De te pressionar. De me pressionar.

Falar sobre o amor é falar de clichê. Inevitável. Inevitável e deleitoso. O que é “ser amor da cabeça aos pés”? Tão complexo “ser” amor. Se cobrir de amor. Se blindar. Se doar. Se despir. O amor aparece das mais diversas formas a todo o tempo. O universo circula essa energia invariavelmente e cabe a nós saber, perceber e entender o quanto devemos dar e receber.

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Se fazer de amor é errar, acertar, perder. É tentar viver a vida de forma leve e carinhosa. É cuidar de si, se cercar de sentimentos bons, transmitir boas energias. É olhar para o outro sem preconceitos, sem amarras. É entender os sinais da vida sem questionar os porquês. Não adianta falar que se ama e não contemplar seus sentimentos com sinceridade. Não adianta falar que ama o próximo e ser individualista. Não adianta falar que ama a Deus e não se doar ao problema do outro. Não adianta falar que ama seus pais e não dar seu tempo a eles. Não adianta falar que ama seu companheiro e não estar presente nas miudezas da vida. Não adianta falar que ama a vida se você não devolve amor pra ela.

Essa força é universal e cíclica. Em alguns momentos da vida eu e você vamos achar que não recebemos tanto quanto ofertamos. Mas amor não é merecimento. Sentir não é merecer. É mais que isso, mais intenso. É trocar. É girar. É viver. É sentir. Espera. Confia. De um jeito ou de outro ele vai chegar até nós. Seja no cuidado. Seja na força. Seja no abraço. Seja na oração. Seja no olhar. Seja no silêncio. Seja no segurar de mãos. Seja no encontrar de corpos. Seja na risada despretensiosa. Seja no compartilhar. Seja no carinho. A gente precisa do outro. Do outro em nós.

Ame. Ame o tempo todo. Mesmo que digam que não tem sentido. Mesmo que pareça que não tenha retorno. Mesmo que as lágrimas sejam inevitáveis. Mesmo que demore. O amor real é implacável. Inevitável. Intenso. Verdadeiro. Assim vai chegar o dia em que vamos poder falar: “Eu sou amor da cabeça aos pés”!


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