Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com

Por ceias com mais amor e menos climão

Não existe presente mais útil do que a civilidade, o respeito ao próximo, o bom senso e a noção de que as pessoas não estão na festa – nem em qualquer outro lugar – para servir de deboche, crítica ou piada.


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Natal e Ano Novo são ótimas oportunidades para estar com quem amamos, confraternizar, fazer receitas deliciosas, trocar presentes. A ideia de reunir todos os familiares, matar a saudade e jogar conversa fora é maravilhosa. Mas a execução nem sempre. Nem toda ceia é só paz e amor. Já vi muita noite feliz se transformar em pesadelo.

Tem o chato que destila preconceito em forma de piadinha. O inconveniente que pergunta “e os namoradinhos?” ou “quando sai o casamento?”. Alguém que diz “cuidado com o relógio biológico, já está na hora de ter filho”. Um parente que não leva o presente de amigo-oculto. Uma pessoa que diz que lugar de mulher é na cozinha ou que ela já pode casar, pois fez uma receita exemplar. Aquele que controla a fome alheia e diz que está na hora da pessoa fazer uma dieta. Haja paciência.

Por mais que o Natal seja mágico, ele não é milagroso. As pessoas se comportam da mesma maneira que se comportaram o ano todo. Os chatos continuam chatos, os inconvenientes continuam inconvenientes, os racistas continuam racistas, os machistas continuam machistas, os preconceituosos continuam preconceituosos, os agressivos continuam agressivos. E, como quem fala o que quer ouve o que não quer, tem início um conflito familiar bem na hora da ceia. Um verdadeiro climão.

Portanto, se for passar as festas na casa de alguém, não seja você o inconveniente. Pratique o amor, a empatia e o respeito. Afinal, é disso que trata o espírito natalino, não é verdade? E isso independe de religião. Só depende de educação e boa vontade mesmo. Se for você o anfitrião, ser o dono da casa não justifica ser o intolerante, mal educado e desrespeitoso com os convidados.

Não adianta desejar mais amor para o mundo se você não consegue praticar o amor nem nas festas de final de ano com as pessoas próximas, com quem teoricamente você deveria se preocupar mais e tratar de maneira respeitosa e amiga. Abandone os rótulos, não crie expectativas em relação a vida alheia, aceite os outros como eles são e se desfaça de toda intolerância e preconceito que só fazem afastar as pessoas, causar brigas e desafetos.

Conseguindo isso nas festas, é possível em todas as outras datas do ano. E não existe presente mais útil do que a civilidade, o respeito ao próximo, o bom senso e a noção de que as pessoas não estão na festa – nem em qualquer outro lugar – para servir de deboche, crítica ou piada.

Portanto, desejo que todos participem de encontros alegres e inesquecíveis. Que mais do que presentes troquem amor e afeto. Que encontrem nas festas de final de ano boas energias para seguir em frente.

Um feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos nós!


Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com .
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