Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com

A sua ansiedade aumenta no final do ano?

Está ansioso? Você não é o único. A impressão de que fez pouco, conquistou pouco, não atingiu suas metas e não se realizou é mais comum do que imaginamos. Mas é verdadeira?


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Os estabelecimentos comerciais estão com enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone, os vizinhos já têm guirlanda na porta e as pessoas começam a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano. E o que era para ser apenas alegria, se transforma em mais uma fonte de estresse.

A chegada do fim do ano lembra que nem todas as metas foram alcançadas e, para muitas pessoas, fica a sensação de que o tempo passou muito rápido e a sua vida não avançou. E eu li, esta semana, uma matéria justamente sobre isso: o aumento da ansiedade e depressão nessa época de fim de ano.

Não é difícil entender o porquê: medo, insegurança, trabalhos inacabados, frustração, carência, objetivos não alcançados, cansaço, questões financeiras, saudade de familiares que já não vivem entre nós. Cada um de nós tem a sua razão, mas todos, de alguma maneira, ficam ansiosos com a chegada das festas, nem que seja para se preocupar com a ceia.

No final do ano nos damos conta da lista que fizemos no início e não fomos capazes de cumprir. Pagar as dívidas, praticar exercícios físicos, largar o cigarro, adotar uma alimentação saudável, poupar dinheiro, arranjar um emprego, encontrar um amor. Embora nem todas as metas dependam exclusivamente de nós, não cumpri-las gera angústia e frustração.

Está ansioso? Você não é o único. A impressão de que fez pouco, conquistou pouco, não atingiu suas metas e não se realizou é mais comum do que imaginamos. Mas é verdadeira? As tantas responsabilidades cotidianas podem fazer com que as pessoas não percebam as mudanças de objetivos e tenham a sensação de que não foram capazes de realizar o que queriam, mesmo que tenham feito muito mais do que imaginavam.

O final do ano representa o final de um ciclo. Seja menos exigente consigo mesmo e confie que o próximo ano será melhor. Não tem jeito. A sensação de incompletude faz parte da natureza humana. Em maior ou menor grau sempre estará presente em algum momento da nossa vida. E é essa sensação que nos faz desapegar de valores, refletir sobre os nossos objetivos, refazer os planos e ter força para continuar. Siga o curso da vida.

O que é realmente necessário para a sua vida? É hora de pensar sobre isso para não sofrer com as expectativas que os outros têm e seguir em paz com a sua essência e seus planos. Passada essa euforia com o fim de ano, um outro chega e nos dá a oportunidade de começar de novo.

Crônica publicada no blog da autora em 11 de novembro de 2019.


Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com .
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