Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com

A linguagem do amor

As pessoas felizes no casamento lidam com os conflitos de maneira gentil e positiva, apoiam um ao outro e se reconciliam com sucesso após uma briga, prestam atenção no parceiro, estão sintonizadas, procuram responder às necessidades do outro, não só em assuntos complexos e importantes, mas em relação às pequenas coisas do dia a dia.


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Amor é um tema inesgotável. Inúmeras publicações falam sobre relações amorosas, dão dicas para a construção de uma relação feliz e falam de sua importância para o bem-estar. Também lemos e ouvimos milhares de conselhos e sugestões. Mas o que fazer para que uma relação dê certo?

Há psicólogos e pesquisadores que se dedicam exclusivamente a estudar o amor e as relações amorosas. Um dos maiores pesquisadores desta área, o psicólogo clínico John Gottman, que acompanhou milhares de casais ao longo de décadas, desenvolveu um estudo capaz de prever se um casal se divorciaria ou não nos anos seguintes analisando a maneira como se discutia.

O que ele descobriu que pode nos ajudar? Depois de desenvolver vários modelos e fórmulas para prever a estabilidade conjugal e o divórcio em casais, Gottman concluiu que existem quatro comportamentos negativos que predizem o divórcio: críticas à personalidade do parceiro, desprezo, postura defensiva e afastamento emocional.

Críticas à personalidade do parceiro: há uma diferença muito significativa entre dizer “não esqueça de trazer tal coisa do mercado” e dizer “sempre que vai ao mercado esquece tal coisa, é um imprestável mesmo!”. A segunda frase desvaloriza a pessoa e faz uma crítica a personalidade afirmando que o outro não presta para fazer as coisas direito.

Desprezo: mostrar que o outro não tem importância na sua vida, não ouvir atentamente o que diz, interromper constantemente sua fala, fazer piadas depreciativas, corrigir suas ações. É fazer com que a pessoa se sinta rejeitada e, muitas vezes, reduzida a nada.

Postura defensiva: é se defender quando criticado, sendo que nem toda crítica precisa ser defendida. Escute atentamente, entenda as necessidades do outro e controle a vontade de se explicar. Quando a situação exigir peça desculpas e assuma a sua responsabilidade.

Afastamento emocional: se caracteriza por uma espécie de muro invisível que é colocado entre as duas pessoas após uma discussão, é “dar o gelo”, dificultando a retomada do assunto e aumenta a distância física e emocional. Essa tática é destrutiva, pois faz com que a outra pessoa se sinta rejeitada e abandonada.

Todas as pessoas já tiveram esses comportamentos, aquelas que vivem relações estáveis e felizes. Mas é preciso ter consciência e evitá-los, pois as pesquisam de Gottman demonstram que as pessoas felizes no casamento lidam com os conflitos de maneira gentil e positiva, apoiam um ao outro e se reconciliam com sucesso após uma briga, prestam atenção no parceiro, estão sintonizadas, procuram responder às necessidades do outro, não só em assuntos complexos e importantes, mas em relação às pequenas coisas do dia a dia.

A linguagem mais importante do amor é ter um olhar amoroso para o outro. E só faz isso quem tem amor para dar.

Crônica publicada no Amor Crônico em 18 de outubro de 2020.


Giseli Rodrigues

Especialista em Leitura e Produção de Textos, Gestão de RH e Gestão Empresarial. Psicóloga em formação. Viciada em livros, viagens e chocolate. Fã de José Saramago e Almodóvar. Gosta de Arte Abstrata e rabisca com frequência. Tem um filho, escreveu um livro e plantou uma árvore. Mais textos podem ser encontrados em http://amorcronico.wordpress.com .
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