um país possível tag:obviousmag.org,2015-03-25:/um_pais_possivel//1140 2016-10-23T03:43:13Z nesse lugar tão frágil como o mundo Movable Type Pro 5.12 (Como) Ficar sozinho tag:obviousmag.org,2016:/um_pais_possivel//1140.27573 2016-10-11T12:27:09Z 2016-10-23T03:43:13Z Crédito foto: Iwase Yoshiyuki| Fonte: ideiafixa.com Nas aldeias costeiras da China, por cerca de 2.000 anos, mulheres mergulhavam no fundo do Pacífico quase nuas em pelo, com apenas uma máscara e nadadeiras. As águas eram gélidas e as meninas (como... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Como as antigas chinesas, minutos a sós debaixo d’água caçando pérolas, há um ganho em se mergulhar fundo no próprio mundo interno. Há um ganho em se estar sozinho. Sozinho, digo, sem ninguém à volta — independente de ter namorados, família, ou 6 flatmates.
Escrever, sonhar acordado, o que for, sem notar se anoiteceu ou já é dia. Pensar ou tentar não pensar, sem interrupções.
E viver aquele instante mágico em que estamos imersos em nós e de repente o mundo vem. Traz-nos à tona. E nos atravessa, preenche, assombra – como pérolas, nos encanta. Como se sentir só depois desse encontro?

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Eu não me lembro do meu #primeiroassedio tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.22005 2015-11-03T04:11:42Z 2015-12-11T19:28:44Z Semana passada, sob a hashtag #meuprimeiroassedio, fomos confrontados com histórias de vergonha, sofrimento, raiva e impotência que a naturalização do machismo e da opressão das mulheres obriga as nossas meninas a passarem. Alguns relatos foram muito dolorosos de ler;... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Semana passada, sob a hashtag #meuprimeiroassedio, fomos confrontados com histórias de vergonha, sofrimento, raiva e impotência que a naturalização da violência e opressão contra as mulheres obriga nossas meninas a passarem. Alguns relatos foram muito doloridos de ler; muitos homens ficaram surpresos/chocados que, em pleno 2015, esse tipo de agressão ainda ocorra diariamente com garotas de todas as faixas etárias, bairros e estratos sociais. Claro, para nós mulheres, não foi surpresa nenhuma. Supreendente mesmo foi perceber que é possível fazer barulho, e que juntas, nossas vozes têm muito mais força. Bom. A semana passou e não escrevi nada sobre o meu #primeiroassedio. Não por pudor, medo, vergonha, mas por uma razão simples: não me lembro. Não tenho a menor ideia de quando aconteceu o primeiro. Três, cinco. Sete? Nem faço ideia de quantos anos tinha. Tenho certeza de que muitas mulheres tiveram que arrancar lá do fundo do baú a história mais antiga de que conseguiam se lembrar. Eu não consegui lembrar do primeiro. Mas nunca esquecerei o mais traumático.

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Como apoiar alguém em depressão – sem se afogar na tristeza do outro tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.21751 2015-10-21T01:22:07Z 2015-10-27T16:21:16Z “Você precisa sair dessa cama. Coloca um batom, um vestido, vai dar um passeio”, diziam. Ela ouvia tudo como se fosse um paralítico a quem dissessem para se levantar, porque “andar lhe faria bem”. É claro que faria. Se... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Se você acha que o seu amigo está em depressão e quer ajudá-lo, reúno aqui algumas dicas de quem já esteve dos dois lados da trincheira – apoiando e sendo acolhido.Talvez elas ajudem você a entender melhor o que seu amigo está vivendo; talvez elas te convençam que é possível se manter próximo.
Se você tem um amigo claramente em depressão, não aguenta mais segurar essa onda e está se afastando cada vez mais, essas dicas também são para você. Você não TEM QUE ficar ao lado de ninguém – mas entender o que seu amigo está enfrentando pode diminuir sua frustração e sensação de impotência. Afinal, não é culpa sua, nem dele/dela, – e, provavelmente, de ninguém.
Eu culpo (em parte) o mundo de relações descartáveis e a exigência de alta produtividade em que vivemos – às vezes nosso corpo/cérebro alma nos obriga a parar, nem que seja por uma doença visível ou silenciosa como a depressão.

Somos humanos, às vezes simplesmente entramos em curto-circuito; ajudar quem passa por isso não é só caridade. Pode ser também uma forma de autoconhecimento.

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Depressão II: Se minha vida é perfeita, por que me sinto assim? tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.21561 2015-10-10T05:05:09Z 2015-10-21T02:03:13Z “Chega”– uma amiga disse após um dos nossos encontros que de semanais passaram a bimensais para simples troca de likes no facebook. Era insuportável assistir alguém em queda livre. Da última vez que nos vimos, passei mal mais uma... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Triste nem é a depressão, é o contexto em que vivemos. Em que a única forma de sobreviver sem perder emprego/amigos/respeito é participando da máquina de produção, como todo mundo. E para aguentar, tomando ”remedinhos”, como todo mundo. Ou tomando todas na sexta à noite, como todo mundo. Ou passando o final de semana em casa vendo séries jogado no sofá, sem querer pensar. Não se enganem, cerveja, livros, drogas, música, sexo, filmes – cada um de nós tem o seu escape.
Tem gente que para de funcionar. Se algum amigo seu está vivendo isso, aqui vão algumas dicas ajudá-lo de verdade – sem pegar a pessoa no colo, sem tentar resolver sua vida – e, sempre, se preservando de culpas e cargas emocionais que não são suas.

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Depressão: quando o demônio não é tão feio assim tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.21375 2015-09-30T15:12:49Z 2015-10-05T08:02:39Z A depressão é o segredo de toda família – Andrew Solomon diz, em O demônio do meio-dia. Ninguém quer falar sobre o tema – ou, quando falam ou escrevem, geralmente é com uma aura de romantização, que só dificulta... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

“Com depressão, você não pensa que pôs um véu cinza e vê o mundo através da névoa do mau humor. Pensa que retiraram o véu da felicidade, e que agora você vê de verdade" – diz Andrew Solomon, em “O demônio do meio-dia”. O que ninguém fala, pois dessa doença não se fala – é o que o feio demônio pode revelar sobre nós. Ele nos recorda que somos frágeis, humanos. Nos obriga a sair da roda de hamster de produção e consumo e repensar no que realmente desejamos. E pode trazer à tona recursos internos submersos – e preciosos.

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Ser estrangeiro aqui, ali – em qualquer lugar tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.20978 2015-09-13T19:42:11Z 2015-09-14T19:15:43Z Como seria para você estar num lugar onde você não é ninguém? Onde você não tem amigos nem tribo – onde as tuas roupas, os teus livros, filmes, músicas, o teu corte de cabelo etc não significam nada a... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Ser estrangeiro é perder restos de bagagem pelo caminho – coisas que só percebemos quando voltamos. Mas, ao mesmo tempo, é ter sempre olhos de criança que acabou de chegar – e, por isso, até uma flor descuidada crescendo sem sentido no asfalto nos prende, até as árvores e seus galhos riscando desenhos contra o horizonte nos encanta. E é aí que se entende que dividir o peito em duas, três, quatro cidades pode até doer – mas vale muito a pena. É aí que se entende que, quando se perde uma cidade, um país, um amor – está-se sempre ganhando. Memórias. História. Intensidade e profundidade no sentir.

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Wanderlust – essa vontade louca de partir para qualquer lugar tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.20772 2015-09-03T15:51:39Z 2015-09-08T08:02:32Z Wanderlust é uma palavra em alemão formada pela junção do verbo "wandern", que significa andar sem rumo específico, perambular, explorar um lugar sem direção específica e "Lust", que poderia ser traduzido como "drive"ou "craving" em inglês – ou seja,... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Quem nunca sonhou em pôr a mochila nas costas e deixar para trás as ruas, travessas, casas, mirantes que tanto conhecemos – para se perder (e se reencontrar) em paisagens nunca imaginadas, ouvindo a música de línguas estrangeiras, descobrindo cheiros, sabores, olhares e costumes que nem sabíamos que existia? Quem nunca dormiu numa cama, em outra cidade a horas da própria e, ao acordar, sentiu aqueles segundos mágicos de não reconhecimento, de não ter ideia de onde se está?

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Amor não é apego (nem sofrência, pfv) tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.20629 2015-08-28T03:49:36Z 2015-08-31T08:22:26Z Desde pequenos fomos ensinados a pensar em amor e apego como quase sinônimos, e a encarar com alguma benevolência um ciúme "saudável", ou o medo de perder o amado(a) como prova de que realmente o que se sente é... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/
A questão é simples e complexa, segundo os budistas: amor de verdade não dói. Ele inunda o coração e se basta sozinho. Já o apego traz sofrimento, porque guarda dentro de si o medo da perda. Da rejeição. De "ficar sem a pessoa", de "ficar sozinho". O amor não pode ter medo de perder porque não perde nunca – ele existe indiferente da reciprocidade. Existe em si mesmo. ]]> Ler o artigo completo
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Quando o amor não é conveniente tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.19835 2015-07-20T00:14:01Z 2015-08-17T10:57:02Z É claro que é preciso saber estar sozinho. É essencial se bastar, antes de querer doar alguma coisa de si para o outro. Este texto não é, de maneira nenhuma, contra solteiros convictos ou quem acha que deve ficar... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/
Não sei quando começaram a nos ensinar que caminhar sozinho era sinônimo de ser adulto – e que qualquer coisa diferente disso cheira a codependência ou a naftalina. Não sei quando nos ensinaram que a saída é partir para outra. Mas hoje a cartilha é clara: o amor não é suficiente, não pode vir em primeiro lugar. ]]> Ler o artigo completo
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Obrigada por ir embora tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.19658 2015-07-12T16:15:22Z 2015-08-17T10:57:02Z Às vezes nos vemos no epicentro de relações tóxicas das quais não conseguimos nos libertar – seja por medo, pena, paralisia, masoquismo, negação de que há algo errado, negação de que está tudo errado. Há pessoas (como eu) que... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/
Você deveria dar uma festa por ter se livrado daquele homem! Mal essa “pérola” saiu da minha boca, me assustei: só conhecia o ex da minha amiga a partir de relatos (obviamente enviesados) dela e, embora achasse que aquela era uma relação tóxica, quem sou eu para julgar? Felizmente ela deu gargalhadas com o comentário e me agradeceu pela força. Já eu, fiquei pensando no tema alguns dias. E percebi que aquela frase viera bem do fundo do meu inconsciente. Afinal, era tudo o que eu precisava ouvir sobre algumas pessoas que me deixaram. Pessoas a quem eu queria dizer: Obrigada por ir embora. Porque eu nunca seria capaz de te deixar. ]]> Ler o artigo completo
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Complexo de Frances Ha tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.19052 2015-06-15T00:10:43Z 2015-08-17T10:57:02Z Discutindo sobre Frances Ha uma vez com amigos próximos, descobri surpresa que todos achavam a personagem extremamente infantil – na verdade, o retrato de uma geração (a nossa) infantilizada, que prefere dançar nas ruas e treinar passinhos de coreografia... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

A infantilidade da Frances (e a minha, talvez por isso a identificação) é só superfície. Semblante. Porque ser adulto também é deixar ir e saber que a a vida muda, e aceitar; ter coragem para não embrutecer o coração perante as perdas. É das lascas e rachas no coração que vem o que nos faz humanos singulares e não robôs ou personagens de novela. Saber, como a Frances (que apesar da saudade, continua amando profundamente Sophie), que guardar mágoa e sabotar a felicidade de quem amamos é no mínimo antihumano – que é preciso aceitar as mudanças e continuar inventando passos, correndo com esperança pelo vem por aí.

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Como lidar com um coração partido (sim, o seu) tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.18352 2015-05-08T14:26:00Z 2015-08-17T10:57:03Z Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/
Ao longo dos anos, desenvolvi vários métodos para cicatrizar meu coração, que virou quase uma colcha de retalhos – ou melhor, um mosaico – aparentemente frágil, mas com as peças perfeitamente coladas e coloridas. Desde o meu primeiro break-up aos 18 anos, sozinha em Portugal, até o último, com 32, aprendi várias técnicas para amenizar a dor – a maior parte delas não inclui analgésicos nem calmantes, nada que precise de receita médica. São coisas simples – o que traduzi há poucos dias para uma amiga como "kit de primeiros socorros". E a primeira lição a aprender é: o que não colocar dentro dele – ou melhor, o que não fazer: ]]> Ler o artigo completo
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Quando as pessoas começam a fazer análise tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.18122 2015-04-25T15:01:02Z 2015-08-17T10:57:04Z Comecei a pensar na relação entre início de análise e uma mudança de atitude em relação ao Outro nos novos analisandos há algum tempo. Levei outro tempo sem saber o que pensar. Que respostas encontrar. Até que cheguei à... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Não, este não é um texto antianálise. Sou adepta e cresci muito no divã. Comecei esse texto porque, de uns tempos pra cá, fui me deparando com um fenômeno singular: amigos/conhecidos que começaram a fazer análise e sumiram, ou que pareciam não ouvir nada que não tivesse relação com o que desejavam, que não estavam ali – imersos nos seus projetos, vitórias, realizações individuais. Como se a lógica de consumo, descarte e investimento também devesse ser aplicada às relações pessoais, em nome de um ego fortalecido contra os perigos do mundo e dos Outros. É esse o objetivo de deitar no divã – ou essa é só uma breve fase de encantamento por si próprio, pelo próprio desejo, uma cegueira temporária para as necessidades e descobertas que o Outro oferece?
Como uma boa psicanalista (que não sou, atenção) não tenho respostas para dar aqui – tenho perguntas.

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As mulheres de Francesca tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.17726 2015-04-01T17:09:46Z 2015-08-17T10:57:04Z Quase como um statement do feminino. Nos autorretratos de Francesca Woodman, o corpo escorre em traços contínuos, fluidos – ilusórios – camuflando-se no background como um objeto decorativo, imóvel – porém pulsando em movimento. Desnudando-se para a câmera, as... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Em 1981, com apenas 22 anos, Francesca Woodman suicidou-se – deixando uma obra fotográfica composta maioritariamente por autorretratos femininos, impenetráveis e, ao mesmo tempo,fantasmagoricamente irresistíveis. Como num jogo de sedução, a modelo se esconde e revela pela lente da câmera, capturando uma infinidade de mulheres que nos observam de algum espaço-tempo a que não temos acesso – que nos encaram quase no milésimo de segundo antes de se dissolverem e escaparem à nossa compreensão.

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E se o que chamamos de coragem tiver raízes na covardia? tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.17621 2015-03-27T17:57:46Z 2015-08-17T10:57:04Z ((...) o que chama­mos de ‘coragem’ muitas vezes tem suas raízes em uma forma de covardia: para comprová-lo, basta lembrar todas as situações em que, para lograr atos como matar, torturar ou violentar, a vontade de dominação, de exploração... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

E se no que chamamos de coragem ou força está escondido um medo enorme de ser excluído, de "perder"no "jogo da vida"?

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Leonilson – Bordando afetos tag:obviousmag.org,2015:/um_pais_possivel//1140.17563 2015-03-25T01:24:43Z 2015-08-17T10:57:04Z Bordar é inscrever com linha palavras, imagens, conceitos. O convívio com panos, linhas e agulhas na casa materna, a herança cultural nordestina e a admiração pelo trabalho de Bispo do Rosário podem explicar o que levou Leonilson (1957-1993) a introduzir... Cristina Parga http://obviousmag.org/um_pais_possivel/autor/

Nascido no Ceará e criado em São Paulo, viajante, nômade e cigano – como sua mitologia poética define, Leonilson surpreende pela delicadeza de suas obras, que mesclam bordados, gravuras, poemas e tecidos. Costurando memórias, afetos, imagens e anotações de viagem, Leonilson borda linhas e elementos para dar corpo aos seus afetos no tecido, numa arte tão autobiográfica que ao comover o espectador se torna universal.

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