varal de estrelas

Inspiração que transforma

Thainá Cunha

O que nos faz humanos

Você já se questionou: o que nos torna humanos? Por que brigamos, rimos, choramos? Essas peguntas, que a série Human explora em seus três filmes, me inspiraram a escrever esse texto.


Sem título.png

A humanidade pode ser vista de infinitas formas. Há quem acredite que o olho por olho, dente por dente, é mais intenso nas cidades de concreto do que nas selvas. Para alguns a humanidade é um caso perdido. Há também aqueles que se isolam, vivem no automático e nem se questionam sobre. Mas, no meio disso tudo, por mais incrível que pareça, estão os que acreditam e confiam que somos todos um.

Somos todos um. Estamos no mesmo barco. Mesmo que nossas realidades, costumes, profissões e digitais dos dedos sejam completamente diferentes. Mesmo que o mundo físico nos faça acreditar na separação, na superioridade e na proteção da individualidade. Ainda assim, para mim, fica claro que estamos todos unidos numa só consciência e memória coletiva e que caminhamos, juntos, rumo à evolução.

As nossas alegrias, tristezas, traumas, apatias, amores e raivas podem parecer únicos, mas na verdade, só mostram o quanto precisamos das mesmas coisas para sobreviver emocional e até fisicamente. Isso foi o que eu apreendi do projeto Human que indiquei há um tempo lá na página do Varal de Estrelas.

Os três filmes da série reúnem mais de 200 histórias para questionar: o que nos torna humanos? Por que brigamos, rimos, choramos? Deve ser difícil assisti-los e continuar acreditando que a humanidade se perdeu e que é cada um por si. Presumo que são vários os fatores que nos tornam humanos, desde o raciocínio, passando pelas nossas emoções, até chegar à empatia.

Quando atravessamos as ruas de nós mesmos para nos colocar na posição de outra pessoa e ver o mundo através das lentes dela, somos mais capazes de aceitar as diferenças de opinião, estilo, hábitos, religião e outras escolhas de vida. A série Human mostra a beleza que há na diversidade e o quanto essas diferenças nos tornam iguais. Imagine que, diariamente, nós usássemos nossas diferenças para nos unir e nos igualar?

Pare por um momento e pense nas pequenas grandes revoluções diárias que aconteceriam se a gente parasse de negar aquilo que não está no mundo para confirmar as nossas crenças mais que enraizadas. E se o olhar para o outro fosse uma prática para enxergar quem nós verdadeiramente somos? Como seria a humanidade, se os seus integrantes percebessem o quanto são co-criadores da realidade que vivem? Como seriam as nossas vidas, se cada um de nós descobrisse e valorizasse mais o que nos faz humanos?

Vale a pena sonhar.

São esses os filmes da série:


version 4/s/sociedade// @obvious, @obvioushp //Thainá Cunha