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Geraldo

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LABIRINTOS DO CRACK

Os negros lados dos labirintos das cidades.


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Pandemia do grego pan = tudo/ todo(s) + demos = povo é uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta.

Vício do latim "vitium", que significa "falha" ou "defeito" é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. A palavra que melhor mostra o sentido da palavra "vício" é a palavra "vicious", que significa 'cheio de vicio'. Nesse sentido, a palavra "vício" vem do latim vitiums, que significa falha ou defeito.

Cidade tem a sua origem no latim, e vem de CIVITAS, significava originalmente “condição de cidadão”. Por sua vez, esse vocábulo deriva de CIVES, que pode ser traduzido como “homem que vive na cidade” ou “cidadão”. Civil, civilização e outras palavras desta família também tem como sua origem Um civil (do latim civilis, genitivo de civis, "cidadão"), de acordo com o direito internacional humanitário, é uma pessoa que não pertence às forças armadas de seu país.

Labirinto de Creta foi construído pelo brilhante arquiteto e artesão Dédalo, a pedido do Rei Minos, para prender o Minotauro, personagem mitológico com corpo humano e cabeça de touro. Acredita-se que a lenda sobre a existência do labirinto tenha surgido a partir do Palácio de Knossos, cuja complexidade da arquitetura, que incluía inclusive um sistema de esgoto, relaciona-se a complexidade do labirinto.

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PANDEMIA + VICIO + CIDADE= LABIRINTO

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Nesta somatória de analogias pela etimologia, pandemia + vicio + cidade= labirinto, elaborarmos o nosso pensamento, de como pode ser o grave o problema das cidades. O Labirinto de Creta foi construído pelo arquiteto e artesão Dédalo, a pedido do Rei Minos, para prender o Minotauro, personagem mitológico com corpo humano e cabeça de touro. O Labirinto da Cracolândia foi construído pela falta de estrutura social, politica e econômica onde os Reis do Trafico, para submetem estas pessoas a campos de exilados dos viciados em, crack tornando-se personagem mitológico como na serie televisão dramática e pós-apocalíptica norte-americana The Walking Dead.

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As cidades começam a ter esta forma labiríntica , assim como as pessoas que habitam este tecido urbano, vicio do crack esta inserida em contextos culturais pouco estratificados e em processo acelerado de transformação com cortes profundos em áreas ambientais, demolições extensas, novas construções inadequadas, que têm sido feitas nas cidades ao longo dos últimos trinta anos, sem que fossem determinados por uma reflexão mais profunda, sem que tenham sido levadas em conta apelos, advertências e criticas fundamentais de órgãos representativos.

O crescente aumento demográfico das cidades brasileiras tem provocado na maioria dos núcleos urbanos (principalmente aqueles situados nos países ditos em desenvolvimento) alteração dos gabaritos das construções e modificações na trama urbana, através do alargamento das vias ou da abertura de novas avenidas ou eixos rodoviários, trazendo como consequência à destruição do acervo edificado e o meio urbano e natural.

CRACOLÂNDIA

Dentro das peculiaridades urbanas, começamos a fazer um exercício de futurologia, sobre que qualidades de vida que encontraremos no futuro que poderemos chamar de presente... como será motivação pela necessidade de reflexão sobre a dinâmica das cidades e seus espaços ambientais, ...como será refletir sobre a urbanização e suas técnicas, ...como será que devem ser aplicadas para uma melhor contribuição para a conscientização das comunidades quanto ao valor ambientais e urbanos , ... Como será para melhor refletirmos sobre as dinâmicas das cidades e suas aplicações para a interpretação e orientação das necessidades humanas.

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O mundo passou por um intenso processo de urbanização. Esse processo teve destaque primeiramente durante o século XVIII, nos países envolvidos na Revolução Industrial. Já nos países em desenvolvimento, a urbanização ocorreu de forma expressiva a partir da década de 1950, impulsionada pelo desenvolvimento industrial, pois as atividades industriais se expandiram por vários países, atraindo cada vez mais pessoas para as cidades.

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No entanto, a urbanização acelerada sem planejamento tem como consequência problemas de ordem ambiental e social. O inchaço das cidades, provocado pelo acúmulo de pessoas e a falta de uma infraestrutura adequada, gera transtornos para a população urbana.

Uma das principais características da urbanização sem o devido planejamento é o inchaço das cidades, desencadeando graves consequências econômicas e sociais, esse fenômeno ocorre principalmente nos países em desenvolvimento, em razão da rapidez do processo de urbanização e da falta de infraestrutura.

Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente cerca de 30% da população mundial que mora em cidades vivem na absoluta pobreza.

Os problemas urbanos são vários e bem diversificados, as grandes cidades sofrem principalmente com as poluições, engarrafamentos, violência, desemprego, desigualdade social, locais inadequados para moradia, saúde, educação, infraestrutura, etc.

A falta de segurança tem sido um dos principais motivos que preocupam a população urbana. Diariamente são divulgadas notícias de violência nas cidades, esse processo está diretamente associado a outros problemas como o desemprego, a educação de baixa qualidade e a desigualdade social.

Cracolândia (por derivação de crack) assim como as mais diversas cidades de todos os tamanhos é uma denominação popular para diversas regiões das áreas centrais das cidades. Cracolândia de São Paulo, uma das mais conhecidas, se desenvolveu nas imediações das avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e a Rua Mauá, onde historicamente se desenvolveu intenso tráfico de drogas e meretrício.

No Brasil, as informações sobre a chegada do crack veio da imprensa leiga ou de órgãos policiais. A primeira apreensão da substância no município de São Paulo registrada nos arquivos da Divisão de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) aconteceu em 1990. Algumas evidências apontam para o surgimento da substância em bairros da Zona Leste da cidade, para, depois, alcançar a região da Estação da Luz (que ficou conhecida como Cracolândia), no Centro da cidade.

Estudos brasileiros vem examinando a taxa de mortalidade, os indicadores de mortalidade e as causas de mortes entre 131 pacientes brasileiros dependentes de crack/cocaína que procuraram tratamento durante o final do século XX e inicio do século no Brasil, o perfil predominante do usuário foi: homem, jovem com menos de 30 anos, solteiro, de baixa classe socioeconômica, baixo nível de escolaridade, sem vínculos empregatícios formais e em geral isolados socialmente. Atualmente o numero de mulheres faz parte significativa dos índices de mortalidade.

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A falta de dados atualizados sobre dependência química no Brasil, especialmente do crack demonstram que a rede pública de atendimento a dependentes químicos é mínima, está desarticulada onde via de regra, não oferece possibilidade de internação. Assim, fica ainda mais difícil à recuperação de quem está aprisionado pelas drogas, entre elas o álcool, cujos riscos para os usuários e disseminação são superiores aos de qualquer outra substância.

Na ausência do Estado, comunidades terapêuticas, geralmente ligadas a religiosos, oferecem alternativas às famílias para o tratamento dos seus dependentes químicos. Porém, os serviços dessas entidades não obedecem a padrões e, por isso, ficam sem apoio público. A escolha da subcomissão de lançar sua atenção sobre as vítimas das drogas coincide com a tendência mundial de repensar a política de combate a entorpecentes.

A repressão já provou não ser suficiente. Pior, custa caro aos contribuintes, discrimina os dependentes e ainda abastece a violência do tráfico. Essa análise também leva em consideração que é impossível afastar por completo as pessoas das drogas. “Por motivos de cura, religiosos, recreativos ou até existenciais, as drogas acompanham a história da Humanidade”, reconhece o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

Para acabar com a sensação de que governo e sociedade estão “carregando água na peneira” a cada vez que uma cracolândia esvaziada pela polícia volta a funcionar, é que confirma a deficiência no tratamento, apresenta essas possíveis saídas para minorar o problema. Especialistas estimam que mais de2 milhões de brasileiros usem a droga, cujo poder destrutivo é superior ao da maioria das substâncias ilícitas, devido ao fácil acesso, alta letalidade e precocidade do primeiro uso. Segundo cálculos da ONU, o mercado do crack movimenta cerca de US$ 100 bilhões em media ao ano.

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A questão dos usuários passa pela sobre a "fuga da realidade", expressão usada para descrever a sensação de prazer derivada do uso de certas drogas, Sigmund Freud (1856-1939) escreveu, em 1930:

“O serviço prestado pelos veículos intoxicantes na luta pela felicidade e no afastamento da desgraça é tão altamente apreciado como um benefício, que tanto indivíduos quanto povos lhes concederam um lugar permanente na economia de sua libido. Devemos a tais veículos não só a produção imediata de prazer, mas também um grau altamente desejado de independência do mundo externo, pois se sabe que, com o auxílio desses ‘amortecedor de preocupações’, é possível, em qualquer ocasião, afastar-se da pressão da realidade e encontrar refúgio num mundo próprio, com melhores condições de sensibilidade. Sabe-se igualmente que é exatamente essa propriedade dos intoxicantes que determina a seu perigo e a sua capacidade de causar danos. São responsáveis, em certas circunstâncias, pelo desperdício de uma grande quota de energia que poderia ser empregada para o aperfeiçoamento do destino humano.”

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ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE?


Geraldo

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