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OLIGARQUIA NA MÍDIA BRASILEIRA

OLIGARQUIA NA MÍDIA pode ser empregado pela palavra grega "oligarkhía" cujo significado literal é “governo de poucos” e que designa um sistema político no qual o poder está concentrado em um pequeno grupo pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo econômico.


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A oligarquia da mídia pode ser caracterizada por pequeno grupo que controla as políticas sociais e econômicas em benefício de interesses próprios. O termo é também aplicado a grupos da mídia que monopolizam o mercado econômico, político e cultural de um país, mesmo sendo a democracia o sistema político vigente.De acordo com Aristóteles e a sua divisão de formas de Estado, a oligarquia é contemplada como uma depravação da aristocracia, onde o poder é exercido para o benefício de um grupo ou classe e não da população em geral.

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Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, mais conhecido como Assis Chateaubriand ou Chatô, (Umbuzeiro, 4 de outubro de 1892 - São Paulo, 4 de abril de 1968) foi jornalista, empresário, mecenas e político destacando-se como um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e 1960. Foi também advogado, professor de direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras. Foi também advogado, professor de direito, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

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Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, que foi o maior conglomerado de mídia da América Latina, que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Conhecido como o co criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Foi Senador da República entre 1952 e 1957.

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A ascensão do império jornalístico de Assis Chateaubriand deve ser entendida no quadro das transformações políticas do Brasil durante as décadas de 1920 e 1930, quando o consenso político oligárquico e fechado da República Velha, centradas em torno da elite agrária de São Paulo, começou a ser contestado por elites burguesas emergentes da periferia do país; não é uma coincidência que Chateaubriand tenha apoiado o movimento revolucionário de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, assim como, durante toda sua vida, tenha fanfarroneado a condição de provinciano que chegou ao centro do poder como uma espécie de bucaneiro político.

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A ética quase nunca constava da estratégia empresarial: chantageava as empresas que não anunciassem em seus veículos, publicava poesias dos maiores anunciantes nos diários e mentia descaradamente para agredir os inimigos. Farto de ver o nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo ameaçou "resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta". Chateaubriand devolveu: "Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo". Foi também inimigo declarado de Rui Barbosa e de Rubem Braga. Apesar disso, Chatô teve relações cordiais (e sempre movidas a interesses econômicos) com muitas pessoas influentes: Francisco Matarazzo, Rodrigues Alves, Alexander Mackenzie (presidente do poderoso truste canadense de utilidades públicas São Paulo Tramway, Light and Power Company), o empresário americano Percival Farquhar e Getúlio Vargas.

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Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro, e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras. Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos, incluindo uma proximidade tumultuada porém rendosa com o Presidente Getúlio Vargas.

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Roberto Pisani Marinho (Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 1904 - Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2003) foi jornalista e empresário brasileiro. Proprietário do Grupo Globo de 1925 a 2003, foi um dos homens mais poderosos e influentes do país no século XX. Seu empreendedorismo levou à constituição de um dos maiores impérios de comunicação do planeta e o fez figurar diversas vezes entre os homens mais ricos do mundo. Com sua família atrelada ao jornalismo, herdou ainda jovem o jornal O Globo, fundado pelo pai Irineu Marinho, em 1925. Começou a formar o conglomerado de veículos de comunicação, mais tarde chamado de Organizações Globo, hoje Grupo Globo, com a inauguração da Rádio Globo em 1944, e a primeira concessão pública de TV no Rio de Janeiro, a TV Globo, em 1957.

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Fã de esportes praticou automobilismo, hipismo e caça submarina ao longo da vida. Também ligado às artes, foi um grande colecionador de obras, tendo patrocinado algumas exposições com seu grande acervo. Publicou seu único livro, "Uma Trajetória Liberal", em 1992, e em 1993, candidatou-se e foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. O magnata dedicou-se ainda a Fundação Roberto Marinho, organização de apoio a iniciativas educacionais criadas por ele em 1977.

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Em editorial publicado pelo jornal O Globo em 7 de outubro de 1984, Roberto Marinho escreveu: "Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada."[30] Roberto Marinho manteve sua influência no governo herdado por José Sarney, tendo conseguido mais quatro concessões públicas de TV e até mesmo indicado os ministros Leônidas Pires Gonçalves (Exército) e Antonio Carlos Magalhães (Comunicações) e influído na escolha de titulares da área econômica, como Maílson da Nóbrega.

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Na eleição presidencial de 1989, Marinho apoiou Fernando Collor de Mello. Um episódio marcante na campanha eleitoral foi o último debate televisivo entre Collor e Lula no segundo turno, transmitido ao vivo pela Rede Globo, que foi bastante disputado entre os dois candidatos. No entanto, no Jornal Nacional, o último antes da votação que definiria o novo presidente brasileiro, a emissora apresentou uma edição do debate francamente favorável a Collor. A parcialidade da Globo conseguiu influenciar boa parte dos eleitores que ainda estavam indecisos às vésperas dessa disputada eleição

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Ao lado do empresário Assis Chateaubriand, Roberto Marinho foi um dos proprietários de jornais mais beneficiados por subvenções estatais por meio de empréstimos e anúncios publicitários durante o Estado Novo. Chateaubriand e Marinho receberam inúmeros favores do governo por meio de empréstimos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil - instituições de financiamento fundamentais para o desenvolvimento de seus empreendimentos jornalísticos, fazendo com que ambos mantivessem certa fidelidade aos projetos de Vargas, inclusive participando ativamente das atividades do DIP.

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À medida que as relações entre governo e empresas jornalísticas iam se intensificando, estas últimas passaram a obter benefícios governamentais e, dessa forma, seus jornais conquistaram posições elevadas no campo da comunicação brasileira, uma vez que passaram a concentrar poderes e dispor de maior capacidade de barganha com o governo federal do que seus concorrentes, além de se imporem como forças importantes dentro na esfera jornalística e até mesmo do política. Logo, mesmo ocorrendo encampação e censura de diversos órgãos da imprensa durante o Estado Novo, existiram mais proximidades e acordos entre os homens do governo e os da imprensa do que conflitos.

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A MÍDIA EMBUSTEIRA E A OPORTUNIDADE PERDIDA.

Em quase um século a mídia embusteira, é dominada por seis famílias. Sobretudo da excrescência que é representada pela Rede Globo. Mas por que nestes 13 anos de governo não foi enfrentada a questão da “Democratização dos Meios de Comunicação”? E, pior, quem financia estes monopólios de comunicação, senão o próprio governo que sempre dirigiu o maior montante de recursos para os grandes só de propaganda das estatais e de balanços destas empresas, que poderiam ser publicados em periódicos menores e de forma desconcentrada e regionalizada já é um escândalo. Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter “esquecido” do que achava sobre o Roberto Marinho. Clicar no link  

A partir do minuto 3:18 a 4:23 para ouvir sua fala no enterro do sinistro empresário da comunicação.

Cidadão Kane é um filme americano de 1941, dirigido, escrito, produzido e estrelado por Orson Welles. É considerado uma das obras-primas da história do cinema.A história examina a vida e legado de Charles Foster Kane, um personagem interpretado por Welles e com base no magnata da imprensa William Randolph Hearst e do próprio Orson Welles.Durante seu lançamento, Hearst proibiu de mencionar o filme em seus jornais. A carreira de Kane na indústria editorial nasceu do idealismo e do serviço social, mas gradualmente se transformou em uma perseguição implacável ao poder. Narrado principalmente através de flashbacks, a história é contada por meio da investigação de um jornalista que quer saber o significado da última palavra que ele disse antes do magnata morrer: Rosebud.

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