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A INTERDEPENDENCIA ECOLOGICA DAS NAÇÕES

O planeta está atravessando um período de crescimento drástico e mudança fundamental.


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Nosso mundo de 8 bilhões de seres humanos tem de encontrar espaço, num contexto finito, para outro mundo de seres humanos. Segundo projeções da ONU, em algum a população poderá estabilizar-se entre 8 e 14 bilhões de pessoas. Mais de 90% do aumento ocorrerão nos países mais pobres e 90% deste, em cidades já superpovoadas. A atividade econômica multiplicou-se para gerar uma economia mundial de US$ 13 bilhões que pode multiplicar ou duplicar nos próximos 50 anos. A produção industrial cresceu mais de 50 vezes no último século, quatro quintos desse crescimento a: partir de 1950. Esses números refletem e prefiguram profundos impactos sobre a biosfera, à medida que o mundo investe em habitação, transporte, agricultura e indústria. Grande parte do crescimento econômico decorre da extração de matérias-primas de florestas, solos, mares e vias navegáveis.

Essas alterações correlatas criaram novos vínculos entre a economia global e a ecologia global. No passado, nos preocupamos com os impactos do crescimento econômico sobre o meio ambiente. Agora somos forçados a nos preocupar com os impactos do desgaste ecológico e da degradação de solos, regimes hídricos, atmosfera e florestas sobre nossas perspectivas econômicas. Num passado bem recente tivemos de enfrentar o aumento acentuado da interdependência econômica das nações.

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Agora temos de nos acostumar a crescente interdependência ecológica das nações. A ecologia e a economia estão cada vez mais entrelaçadas em nível local, regional, nacional e mundial - numa rede inconsútil de causas e efeitos. No século XXI, podem aumentar muito as pressões ambientais que geram imigrações populacionais, ao passo que as barreiras a essa imigração podem ser ainda mais sólidas do que hoje. Nos últimos decênios, afloraram no mundo em desenvolvimento problemas ambientais que põem em risco a vida. A tensão vem-se instalando nas áreas rurais devido ao número crescente de agricultores e sem terras. As cidades se enchem de gente, carros e fábricas. E, no entanto, esses países em desenvolvimento têm de atuar num mundo em que se amplia a lacuna entre a maioria das nações industrializadas e em desenvolvimento em matéria de recursos, em que o mundo industrializado impõe as regras instituídas por alguns organismos chave internacionais, em que esse mundo industrializado já usou grande parte do capital ecológico do planeta. Essa desigualdade é o maior problema de "desenvolvimento".

Devido a "crise da dívida" da América Latina os recursos naturais dessa região estão sendo usados não para o desenvolvimento, mas para cumprir as obrigações financeiras contraídas com os credores externos. Esse tratamento do problema da dívida é insensato sob vários aspectos; econômico, político e ambiental. Exige que países relativamente pobres aceitem um aumento de pobreza ao mesmo tempo que exportam quantidades cada vez maiores de recursos escassos. Hoje, a renda percapita da maioria dos países em desenvolvimento é mais baixa do que no início da década. O aumento da pobreza é mais baixo do que no início da década. O aumento da pobreza e o desemprego vem pressionando ainda mais os, recursos ambientais, à medida que um número maior de pessoas se vê forçado a depender ' mais diretamente deles. Muitos governos suspenderam seus esforços para proteger o meio ambiente e para inserir considerações ecológicas no planejamento do desenvolvimento.

As cidades do Terceiro Mundo poderão abrigar mais de três quartos de bilhão de pessoas. Isto indica que, nos pr6ximos anos, o mundo em desenvolvimento precisa aumentar em 65% sua capacidade de criar e gerir infraestrutura, serviços e moradias urbanas apenas manter as condições atuais, quase sempre bastante precárias. Poucos governos municipais do mundo em desenvolvimento dispõem de poder, recursos e pessoal qualificado para fornecer as suas populações em rápido crescimento as terras, os serviços e as instalações que a qualidade da vida humana requer; água potável, saneamento, escolas e transportes. O resultado é a proliferação de assentamentos ilegais, com instalações primitivas, populações em cresci mento desenfreado e índices alarmantes de doenças conjugados a um ambiente insalubre.

Muitas cidades do mundo industrializado também enfrentam problemas; infraestrutura em decadência, degeneração do meio ambiente, deterioração dos centros urbanos e descaracterização de bairros. Mas como dispõem dos meios e recursos para combater essa situação, o problema da maioria dos países industrializados restringe-se a uma opção política e social. Este não é o caso dos países em desenvolvimento, que têm em mãos uma grave crise urbana. Os governos terão de formular estratégias de assentamento bem definidas para orientar o processo de urbanização, desafogar os grandes centros urbanos e erguer cidades menores, integrando-se mais estreitamente às áreas interioranas. Isto significa rever e alterar outras políticas - tributação, fixação de preços de alimentos, transporte, saúde, industrialização - que se opõem aos objetivos das estratégias de assentamento.

Uma boa administração municipal requer a descentralização de recursos, poder político e pessoal para o âmbito das autoridades locais, que estão em melhor situação para avaliar e gerir as necessidades locais. Mas o desenvolvimento sustentável das cidades depende de um trabalho em contato mais estreito com as maiorias pobres urbanas, que são os verdadeiros construtores. Das cidades, integrando as habilidades, as energias e os recursos dos grupos de bairro aos do "setor informal". Muito pode ser feito por meio de projetos "comunitários" que proporcionam serviços básicos às famílias e as ajudem a construir habitações mais sólidas nos locais onde foram instalados esses serviços.

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