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CONHECIMENTO GERA METAMORFOSE URBANA

As cidades são muito mais do que as mercadorias que comercializam ou produzem em fábricas ou fazendas. As cidades são, ou deveriam ser, principalmente, as pessoas as quais, muitas vezes, permanecem excluídas das atividades socioeconômicas tidas como principais e da prosperidade gerada.


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Mais do que de soluções momentâneas, desgastadas, cosméticas, as cidades carecem de uma escuta coletiva para suas muitas vozes, de uma visão abrangente que perceba cada indivíduo como uma partícula de sua vida e de uma inteligência coletiva que pavimente o caminho rumo ao aumento da justiça social efetiva.

Preliminarmente, é preciso que se esclareça que vamos considerar que a configuração urbana na qualidade ambiental dentro do processo que leva ao conhecimento do mesmo.

O conhecimento como uma maneira de se apropriar da realidade que consiste em reproduzi-la em pensamento, ao invés de produzir pode-se caracterizá-lo como um processo que se inicia pelo contato sensível do sujeito com a realidade dirige-se para uma atividade técnico-abstrata para em seguida ir novamente a realidade.

Este processo não é circular, pois a realidade, como ponto ' inicial do mesmo difere da realidade que se encontra no estágio ' final: a primeira, é uma totalidade onde se misturam aparências' e conceitos enquanto a segunda ë um todo ordenado, explicado. O processo de conhecimento objetiva a colocação em evidência da essência (leis casuais, mecanismos internos, etc.) dos fenômenos, e na ação uma característica fundamental que coloca como finalidade do conhecimento o reencontro da prática. Portanto, o conhecimento tem como objetivo uma ação sobre, a realidade, e já parte de uma ação sobre a mesma. O que se desenvolve segundo um mecanismo onde sujeito e realidade estão em ação reciproca; em outras palavras, a cognição representa as adaptações das ações do organismo do sujeito aos objetos do meio as adaptações que estas representam.

Em síntese, o conhecimento é, com relação ao seu sujeito e ao seu objeto, em processo interativo; no que diz respeito a seus objetivos, tem como finalidade uma prática sobre a realidade.

"A configuração urbana na qualidade ambiental" é analisável' juntamente com uma sociedade que onde os conceitos são elaborados a partir de fen8menos existentes e da mesma forma, as relações que se estabelecem são reais. A configuração urbana caracteriza-se, como entidade arquitet8nica, por ser um espaço socialmente ' transformado; no entanto, sua abordagem tem, tradicionalmente, estado em função de si mesmo.

Os técnicos que atuam no meio urbano têm se comportado como agente modificador da natureza, e também do meio artificial, quer através da atividade de projeto, em larga escala, quer seja, em menor grau, da própria configuração físico-espacial. Sua relação com o meio ambiente se tem caracterizado como de ação transformadora, inserida em processos de produção que ocorrem em contextos' reais, os quais conferem, aos técnicos, papéis singulares. Entre tanto, nestes papéis têm sido analisados menos em função do seu ' vínculo com uma sociedade historicamente definida, ao que em função de certas generalidades. Reside aí uma questão de método, em relação aos fatos sociais, e pela qual jamais se explicaria, o Relacionamento posto em questão; é preciso colocar tanto o arquiteto e urbanista, quanto o espaço arquitetônico, como objetos reais, isto é, em situações historicamente dadas. Portanto, esta ação não é jamais abstrata mais inserida em momentos históricos, assumindo então as características concretas de uma prática definida socialmente a partir daqueles; desta forma, a ação efetivamente transformadora' caracteriza-se a partir do complexo que define cada sociedade historicamente considerada.

Portanto, o espaço arquitetônico expressa necessariamente uma dada sociedade e por isso, apresenta em si as características deste todo social, do qual ele ë uma instância teórica e analítica ' que pode ser explicado se considerado em relação ao processo social no qual se insere.

Embora excluídas da economia tradicional, ou apenas gravitando em torno de seu núcleo duro e impenetrável, essas pessoas também são elementos da cidade. Pertencem à sua complexa e intrincada estrutura tanto quanto os protagonistas da riqueza e do poder. Entretanto, esses personagens “dos entornos” são frequentemente esquecidos pelos gestores públicos, que picotam o cenário urbano com obras de infraestrutura, projetos faraônicos ou soluções artificiais que apenas mascaram seus problemas mais profundos, essenciais, orgânicos.


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