viver à deriva e sentir que tudo está bem...

A vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor...

GCosta

Resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas...

DESAFIO GLOBAL

Em meados do século XX, vimos nosso planeta do espaço pela primeira vez. Talvez historiadores venham a considerar que este fato tece maior impacto sobre o pensamento do que a solução do Copérnico no século XVI, que abalou a autoimagem humana ao revelar que a terra não era o centro do universo.

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Do espaço, o que se vê uma bola frágil e pequena, dominada não pela obra do homem, mas por uma disposição ordenada de nuvens, oceanos, vegetação e solos. O fato de a humanidade ser incapaz de agir conforme essa ordenação está alterando fundamentalmente o sistema planetário.

Muitas dessas alterações acarretam ameaças a vida. Esta realidade nova, da qual não há como fugir, tem de ser reconhecida e enfrentada.

Felizmente,esta realidade nova coincide com fatos mais positivos e também novos neste sêculo. Ë possível fazer informações e bens circularem por todo planeta com uma rapidez precedentes; ê possível produzir mais alimentos e mais bens com um menor investimen­to de recursos; a tecnologia e a ciência de que dispomos nos permitem, ao menos potencialmente, examinar mais profundidade e com­preender melhor os sistemas naturais.

Do espaço podemos ver e es­tudar a terra como um organismo cuja saúde depende da saúde de to­das as suas partes. Temos o poder de reconciliar as atividades humanas com as leis naturais; e de nos enriquecermos com isso. E nesse processo nossa herança cultural e espiritual pode fortalecer nossos interesses econômicos e imperativos de sobrevivência.

Os inumeros problemas graves resultantes da ação e da prolifera­ção do homem são capazes de ameaçar a vida no planeta e, hoje em  dia, já não podem mais ser equacionados a curto prazo, embora o conhecimento, a ciência e a tecnologia humana não sejam ainda insuficientes para, por si só, reverter o processo.

A espécie humana com a ajuda das indústrias de que ela depen­de, alterou de modo significativo os principais ciclos químicos do planeta. Incrementamos o ciclo de carbono em 20%, o do nitrogênio em 50% e do enxofre em mais de 100%. Multiplicamos o fluxo de to­xinas da água, do ar e das cadeias alimentares. Reduzimos a cobertura verde do planeta, enquanto que os produtos de nossa fábricas alcançam as camadas superiores da atmosfera e penetram profundamente nos oceanos.

Conforme vem crescendo nosso população, também vão se ampliando estas pertubações. (James E. Lovelock - Elementes in E/Atlas Gaya de la Gestion del Planeta - Hermann Blunc). Desma­tamentos, perda de solos férteis e desertificação, poluição e con­taminação do ar e das águas; esgotamento de recursos naturais reno váveis ou não; crise energética; efeito estufa; precipitação áci­da; inversão térmica, destruição da camada de ozónio; ameaça nu­clear e lixo atômico; a riqueza, a voracidade do consumo e o des­perdício; a miséria, a forma e a desigualdade; a crescente pressão sobre os recursos alimentares; a destruição de habitats e a extin­ção de espécies; a erosão genética; a explosão demográfica, eis al gumas das ameaças que pairam sobre o planeta e a vida, sobre o ho­mem e seu patrimônio material e espiritual.

Entre os poucos elementos do planeta vivo que podem atuar ra­pidamente em resposta aos perigos que ameaçam o sistema global , com a rapidez suficiente para impedir grandes pertubações e,inclu­sive, a mudança para uma série de condições totalmente novas, esta a própria humanidade. Jã não podemos voltar atrás. Não podemos confiar na "toda poderosa" Mãe NATUREZA para reparar erros.Temos o poder de vida e de morte sobre o nosso planeta e a maior parte de seus habitantes.

Nossa diversificada estrutura de poder, com grupos de interesses especiais em continua multiplicação, com suas organizações de aldeias, agrupamentos regionais e organizações transnacionais, significa que podemos realizar uma ação efetiva - simultânea e globalmente - visando um objetivo coordenado e dispondo de toda uma sé­rie de meios".

"Podemos inclusive criar soluções na mais pequena das locali­dades para fazer frente as situações concretas e ainda assim con­tribuir positivamente para um programa mais amplo. ("La Salvaguar­dia del frágil milagro in Atlas Gaya de la Gestion del Planeta. Hermann Blume).

O planeta era um grande no qual as atividades humanas e seus efeitos estavam claramente compartimentados dentro de nações, de  setores (energia, agricultura, comércio) e de amplas áreas de in­teresse (ambiental, economico, social). Esses compartimentos co­meçaram a se diluir. Isto se aplica em particular as várias "cri­ses" globais que preocupam a todos, sobretudo nos últimos 10 anos. Não são crises isoladas; uma crise ambiental, uma crise do desen­volvimento, uma crise energética. São uma só.

 


GCosta

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