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Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell)

Estado de Proibição

O curta traz a história de mulheres que desafiam a lei para cultivar maconha para o tratamento de seus filhos e, na outra ponta, mulheres que perderam seus filhos pela violência (sobretudo a de Estado) associada à proibição das drogas.


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A política proibicionista de drogas no Brasil penaliza uma série de pessoas. De um lado, é da maconha que vem o principal remédio para o tratamento de pessoas epilépticas e dentro do espectro autista, mas o acesso à medicação é dificultada pela legislação.

De outro, muitos usuários sofrem pela falta de uma diferenciação de usuário e traficante na Lei 11.343/2006, principal motivo do encarceramento em massa da juventude pobre e negra.

Esses dois aspectos do impedimento do uso da maconha no país são abordados no documentário “Estado de Proibição”. O curta foi idealizado pelo Núcleo de Cannabis da Plataforma Brasileira de Política de Drogas e traz depoimentos do impacto da política atual de drogas na vida das mães que precisam de tratamento para seus filhos, e das que tiveram seus filhos levados pela guerra às drogas.

Cannabis sativa é uma planta herbácea da família das Canabiáceas (Cannabaceae), amplamente cultivada em muitas partes do mundo. As folhas são finamente recortadas em segmentos lineares; as flores, unissexuais e inconspícuas, têm pêlos granulosos que, nas femininas, segregam uma resina; o caule possui fibras industrialmente importantes, conhecidas como cânhamo; e a resina tem propriedades psicoativas bem documentadas podendo actuar como analgésico, anódino, antiemético, antiespasmódico, calmante do sistema nervoso, embriagador, estomático, narcótico, sedativo, tônico.

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Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel, datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos textêis e medicina. Mais tarde, outras sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha e o cânhamo produziam a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos têxteis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistente e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo.

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Da China, ela se espalhou para a Índia, o Oriente Médio, o Norte da África. De lá desceu rumo à África Subsaariana e subiu até a Europa, via Turquia. O frio europeu parece ser uma das razões pelas quais a erva não era fumada no continente. Os princípios ativos da planta, THC e canabidiol, se desenvolvem em quantidade maior em ambientes quentes e ensolarados durante a maior parte do ano. Fumar maconha não fazia sentido para os europeus de antanho, porque não fazia efeito algum.

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Em tempos passados a maconha somente poderia ser "colhida" na Europa e em regiões circunvizinhas no período entre setembro e dezembro. Na década de 90 iniciou-se o cultivo artificial da maconha, quando foi introduzida uma nova técnica, utilizando luzes artificiais como as de vapores de sódio e as multi-vapores (mercúrio e outros gases componentes). Durante este período (década de 90), os estudos e investimentos na cannabis cresceram tanto que hoje existem milhares de empresas no mundo que se dedicam dia a dia no melhoramento genético desta planta. Ação esta que proporcionou a existência de uma infinidade de tipos de cannabis, centenas de Híbridos, Sativas, Índicas.

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Tudo mudou há três anos, quando Silva viu um anúncio de extrato de maconha em um grupo de mães de crianças especiais no WhatsApp. Sem pensar duas vezes, ela fechou negócio e passou a dar o remédio para filha mesmo sem prescrição médica. Os benefícios foram imediatos.

HÁ COISAS QUE A SOCIEDADE PODE ACHAR RUINS, MAS ELAS NÃO SÃO ILÍCITAS, DISSE O MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL LUIS BARROSO AO VOTAR PELA DESCRIMINALIZAÇÃO.

Referencia

Plataforma Brasileira de Política de Drogas Estreou em 29 de mai de 2019 Idealizado pelo Núcleo de Cannabis da Plataforma Brasileira de Política de Drogas, produzido em parceria com a Panamá Filmes.

https://theintercept.com/2019/05/28/documentario-maconha-maes/

https://www.brasildefato.com.br/2019/06/03/documentario-mostra-depoimentos-de-maes-que-sofrem-com-proibicao-da-maconha/


Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell) .
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