viver à deriva e sentir que tudo está bem...

A vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor...

Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell)

Juventude Universitária do Brasil…15% têm ensino superior completo

Imagem: capa da revista “The Spectator” de outubro de 2017, coincidentemente encontrada em uma mesa de um centro acadêmico da universidade.


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Universitários do Brasil conheço mais ou menos vocês, (isso não me dá autoridade, ok,!!!! não quero dar “lição”, mas, enfim).Universitários são avançados, muito mais do que a minha geração, quase simplória. São veganos, sustentáveis, ciclistas, “cidades para pessoas”… Admiro a coragem das “minas” de bicicleta sem marcha no meio do tráfego, dos barbudinhos construtor de forno de pizza e fazedor de granola artesanal. Mas… Puxa, falta à garra da LUTA DE CLASSES pra vocês, desculpem.

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Aliás, falta a CONSCIÊNCIA de classe dos universitários. Quem não é rico herdeiro, tem que se ligar que faz parte da massa, que tá no mesmo barco dos manos da periferia. Falta o sangue nos olhos pra enfrentar os ricos, os patrões, os chefes. Para se contrapuser aos os donos do mundo. Falta o entendimento de que hoje tudo é mercado, tudo tem dono, tudo tá privatizado e precificado, não tem “criativo”, “influenciador” nem “inspirador” que esteja fazendo nada minimamente revolucionário, é só distração pra não deixar a rapaziada se unir e encarar a grande bronca da humanidade, especialmente dos países de m* como o nosso: a dominação econômica.

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Não tem outro jogo, é só esse: ricos contra o resto. (Ai, o horror, que exagero. Não é não. É disso que se trata, o resto vem junto, desculpa). Por favor, não caiam nessa. Não caiam na dos adultos “fofos” da classe mérdia assalariada que se vestem igual a vocês. Eles, submissos e medrosos, não se veem como trabalhadores, como parte do povo, como se isso fosse demérito. Seguem acreditando e professando a ilusão de que os ricos são legais, que são nossos amigos, estão logo ali, a gente se frequenta,... E tem que ficar de boas com eles. Dá pra conviver? Dá claro, mas no fim do dia, é cada um pro seu lado. Eles não vão levar vocês pra casa deles. Se não querem esse radicalismo “comunista”,...... Hahaha!!!!!!!!!!! Tem approach bem melhores do que o meu.

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Mas, não se iludam com essa de ser “diferentões” (diferentinhos, né? Tudo igualzinho) que vocês vão estar exatamente jogando o jogo dos velhos canalhas que não tão nem aí pra vocês, a não ser como consumidores. Não tem “Pink Money”? Então, tem o “Kids’ Money” também. Pra eles, vocês são isso, cartõezinhos de crédito ambulantes. Mesmo que os kids achem que não, que não consomem que são “antissistema”. Hahaha.....!!!!!!!!!!!

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Eu entendo a dúvida e a raivinha, sobre a esquerda dos velhos , dos professores barrigudos, cachaceiros, feios, cara amarradas ou felizes com aqueles astrais anos 70, 80,… Vocês não querem ser iguais a seus pais, isso é normal, mas, observem não são seus pais, representem toda essa nova cultura, são vocês na verdade que tão chegando lá.

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Na questão urbana e nas relações sociais, exemplos como da Avenida Paulista é possível, em qualquer área urbana como – o coxódromo número um do Brasil – para os carros! PENSA! Enfrentar a elite motorizada paulistana, a mais troglodita do planeta. Em nome do quê? Hein? Da revolução bolivariana? Hahaha... No caso dos bichinhos, que organizaram o esquema de adoção de animais em SP! Do “acolhimento” (verbo da novilíngua) dos mendigos. Aqueles manos de quem a gente compra a “Boca de Rua” jornal alternativo dos moradores de rua. EDUCAÇÃO, DAS UNIVERSIDADES. DA PORRA DA CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS QUE VOCÊS USUFRUÍRAM! Que viagens e estadias boas que foram aquela, hein? Delícia!

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Abram os olhos, olhem em volta, conversem se informem. Quem foi que “inventou” o incensado Estatuto da Cidade, aquela declaração universal dos direitos urbanos? Sob a benção do Ministro Olívio, um índio guasca que veio da grota e só foi ver uma cidade, sei lá, com 20 e poucos anos. Mas que teve a sensibilidade e a inteligência de estruturar toda uma política urbana das mais avançadas do mundo.

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Claro, ela não se efetiva, tá bloqueada pelos donos das cidades; é tão boa que não pode acontecer. Ainda é possível acreditar que administrações deixaram a cidade um brinco, tinindo, limpa, iluminada, com ônibus bom, parques cuidados, serviços de primeira e até cuidado com os buracos das ruas, pros coxinhas (de época) motorizadas não chorarem. Tudo isso ao mesmo tempo em que se olhava pras vilas pela primeira vez na história, que se construía habitação popular e que se ouvia a “comunidade” de verdade, não esse conselheiralíssimo fake de hoje. 00004.jpg

É difícil de acreditar que esse cenário desolador de imundície e degradação, praticamente uma praça de guerra, que foi o Brasil há pouco tempo uma baita, referência mundial, europeus se derretiam por ela. Até hoje soam ecos por aqui da imagem teve. Esse período onde a politica era verdadeiramente “raiz”, heróis, de verdade, pra mim os verdadeiros herdeiros de uma tradição de gente nobre, corajosa e modesta. Caras que entraram e saíram da política pelados, tipo o Mujica, aquele que todo mundo idolatra.

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Políticos sinistros, que se envaideceram com o dinheiro e com o poder e que hoje permeiam no Brasil. Mas, prestem atenção, eles estão presentes e sempre voltam mais é necessário não perder o foco.

...NÃO TEM MAIS LUGAR PRA ELES NESSA SOCIEDADE DE VOCÊS.


Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell) .
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