viver à deriva e sentir que tudo está bem...

A vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor...

Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell)

Olhos que Condenam

“O dia em que pararmos de nos preocupar com consciência negra, amarela ou branca e nos preocuparmos com consciência humana, o racismo desaparece”.


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Baseada em uma história real, Olhos que Condenam retrata o famoso caso dos Cinco do Central Park - cinco adolescentes negros do Harlem condenados por um estupro que não cometeram. A minissérie em quatro partes reconstitui a trajetória de Antron McCray, Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymond Santana e Korey Wise, dos primeiros interrogatórios em 1989 à absolvição em 2002 e o posterior acordo de indenização com a prefeitura de Nova York em 2014.

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When They See Us (no Brasil, Olhos que Condenam) é uma minissérie americana do gênero drama. A minissérie foi criada por Ava DuVernay e distribuída pela Netflix.sua estreia foi no dia 31 de maio de 2019 Baseada em uma história real, Olhos que Condenam retrata o famoso caso dos Cinco do Central Park – cinco adolescentes negros do Harlem condenados por um estupro que não cometeram. A minissérie em quatro partes reconstitui a trajetória de Antron McCray, Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymond Santana e Korey Wise, dos primeiros interrogatórios em 1989 à absolvição em 2002 e o posterior acordo de indenização com a prefeitura de Nova Iorque em 2014.

Junto com o lançamento da série, cinco entidades americanas (Participant Media, Color Of Change, Vera Institute of Justice, Institute for Innovation in Prosecution at John Jay College e The Opportunity Agenda) devem promover uma campanha de apoio ao movimento de reforma da justiça criminal.

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De acordo com a Netflix, a campanha tem como objetivo mudar as percepções dos jovens negros na cobertura da mídia e ajudar promotores com novas abordagens baseadas na dignidade humana e na igualdade racial.

O genocídio da juventude periférica no Brasil: os cinco de Maricá Em nosso novo documentário, investigamos o assassinato de ativistas do hip hop na cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

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No dia 25 de março, um domingo, cinco jovens de 16 a 20 anos foram mortos em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro. Sávio de Oliveira, de 20 anos, Matheus Bittencourt, de 18, Marco Jhonata, de 17, Matheus Baraúna, de 16, e Patrick da Silva Diniz, de 19, foram alvejados com tiros na cabeça. A suspeita, desde o começo, era de que os crimes haviam sido praticados por milicianos.

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A execução dos jovens aconteceu no mesmo fim de semana em que uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro deixou oito mortos na Rocinha, e apenas algumas semanas depois do assassinato da vereadora Marielle Franco, voz ativa contra a intervenção militar no Rio. Segundo o G1, o RJ tem quatro mortes por dia em decorrência da intervenção – o número mais que dobrou em cinco anos.

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Antes dos jovens de Maricá se tornarem vítimas, eram importantes agentes de disseminação de cultura no município. Eles voltavam de um show do Projota quando foram assassinados e faziam parte da Roda de Rima, entre outros projetos sociais de hip hop. Sávio tinha, em dupla com um amigo, um grupo de rap e a gravadora 7G Records. O jovem tinha o sonho de montar uma escola de rimas para crianças.

A esse ponto da apuração, um suspeito de envolvimento nos assassinatos, João Paulo Firmino, já estava preso. Segundo investigações, Firmino era ligado à milícia e estava sozinho no momento do crime. A polícia cumpriu mandados de prisão contra o suspeito como parte das Operações Gerais, que têm como objetivo desarticular milícias que atuam em Maricá e São Gonçalo.

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Sávio, Matheus, Marco, Matheus e Patrick não são vítimas isoladas. Segundo o Atlas da Violência de 2018, 71,5% das pessoas que foram assassinadas no Brasil em 2016 eram negras – desse número, a grande maioria são jovens. O número aumentou em 23,1% nos últimos 10 anos.

NA ATUAL CONJUNTURA, A TAREFA MAIS ÁRDUA É RECONHECER QUE A ESCRAVIDÃO DEIXOU RESQUÍCIOS.


Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell) .
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