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Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell)

A música contemporânea de Sturle Dagland

Sturle Dagsland

Com influências de música contemporânea a melodias ancestrais do seu país natal, com incursão de elementos eletrônicos, guitarras post rock, percussão e muito psicodelismo, Sturle Dagsland é uma joia rara no cenário musical mundial. Björk, Sunn O))), Swans e Sígur Ros com respectivos experimentos e misturas, ajudam a referenciar o trabalho.


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Diferentes vocalizações e o uso de instrumentos típicos de diversas partes do mundo, especialmente da música tradicional da Noruega, moldam a proposta de Sturle, que toca ao lado do irmão, Sjur. Ele canta em diversos momentos com a garganta, produzindo um som absolutamente único, enigmático, primal, com uma aveludada rusticidade.

O diretor da produção é o premiado norueguês Eirik Heggen. Folclore, surrealismo e arte milenar são inspirações para as criações dos filmes de Heggen, um profissional do alto escalão da indústria cultural nórdica especializado na técnica de animação do cut-out digital. Suas animações buscam criar um rico imaginário visual, repleto de imaginação e mistério.

Kusanagi, o vídeo, tem uma curiosidade: é a forma única do criativo Sturle em ser personagem de um filme de animação, um grande fã de Space Jam! “Sempre quis estar em um filme animado e, já que Michael Jordan não atuará no tão aguardado Space Jam 2, esta é a minha melhor tentativa para conseguir um papel na continuação de Space Jam e encontrar Daffy Duck, Bugs Bunny e o resto da turma”, brinca o músico.

O recém-lançado single Kusanagi, o primeiro desta nova fase de Sturle Dagland que, entre outras músicas, culminará no novo disco (fevereiro de 2021), ganha um impactante vídeoclipe em animação, que oferece mais uma potente imersão – dentro de um mundo de fantasia e multicolorido, repleto de aventura – à sonoridade experimental deste artista da Noruega.

A produção é muito mais do que apenas um videoclipe para Kusanagi, cuja sonoridade psicodélica por si só já é uma viagem por texturas e vibrações, selvagem, inspirada em sons da natureza e melodias ancestrais do seu país natal, e tudo isso amparado por elementos eletrônicos, guitarras post rock e percussão.

O vídeo de Kusanagi joga Sturle Dagsland dentro do seu próprio mundo de fantasia e imaginativo, onde ele encontra espíritos obscuros, trolls, obstáculos tenebrosos, mas também seres de luz e amáveis, que ajudam o norueguês pela jornada de devolver o artefato mágico ao seu devido lugar para, enfim, salvar o mundo de um reino de terror. O final é uma feliz distopia.

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Parece tudo fantástico – e é mesmo. A dinâmica, as cores e a dramaticidade da história são capazes de prender a atenção do espectador por todo o clipe, até Sturle atingir seu objetivo. Imagens e música casam perfeitamente. “Assistir ao clipe é adentrar em uma fenda sideral e cair num mundo fantástico, repleto de criaturas incríveis”, conta Sturle.


Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell) .
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