viver à deriva e sentir que tudo está bem...

A vida é uma colcha de retalhos. Todos da mesma cor...

Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell)

PROCURAMOS ESTADISTA URGENTEMENTE...

No dicionário HOUAISS encontrei as seguintes descrições:

1.pessoa versada nos princípios ou na arte de governar.
2.pessoa ativamente envolvida em conduzir os negócios de um governo ou moldar a sua política; homem de Estado.
3.pessoa que exerce liderança política com sabedoria e sem limitações partidárias.


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Aristóteles (384 a.C. Atenas, 322 a.C.) filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com treze anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo.

Para Aristóteles, o que o estadista mais quer e deveria produzir o caráter moral nos seus concidadãos, particularmente uma disposição para a virtude e a prática de ações virtuosas.

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Tomás de Aquino, (1225 - 1274), frade da Ordem dos Pregadores (dominicano) italiano cujas obras tiveram enorme influência na teologia e na filosofia, principalmente na tradição conhecida como Escolástica.

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Tomás de Aquino refletia que as virtudes e os valores cristãos são inseparáveis da prática política, do bom governo e da figura do rex justus (arte de governar). A cosmovisão do governante inclui felicidade em Deus, homens bons e virtuosos, abnegação cristã (diversa da abnegação republicana), amizade honesta, unidade, paz e comunhão social. O governante virtuoso inspira súditos igualmente virtuosos, pelos quais é amado. A natureza é tomada como modelo para o governo dos homens e o governante tem o papel ordenador análogo ao de Deus.

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Niccolò di Bernardo dei Machiavelli (1469 - 1527) historiador, poeta, diplomata e músico italiano do renascimento, reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna escreveu sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.

Virtù conceito teorizado por Machiavelli, centra no espírito aguerrido e da capacidade da população ou através do seu líder, que engloba um conjunto de características necessárias para a manutenção do estado e a realização de grandes acontecimentos.Para Maquiavel a virtu é o único modo de se chegar à glória da historia. Na visão de Maquiavel, ele afirmava que a condução do Estado é considerada uma arte, e o estadista, um autêntico artista.

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Maurice Merleau-Ponty (1908 - 1961) filósofo francês. Estudou na École Normale Supérieure de Paris, graduando-se em filosofia em 1931. Lecionou antes da Segunda Guerra, durante a qual serviu como oficial do exército francês. Em 1945 foi nomeado professor de filosofia da Universidade de Lyon. Em 1949 foi chamado a lecionar na Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne).

Segundo Merleau-Ponty, quando o ser humano se depara com algo que se apresenta diante de sua consciência, primeiro nota e percebe esse objeto em total harmonia com a sua forma, a partir de sua consciência perceptiva. Após perceber o objeto, este entra em sua consciência e passa a ser um fenómeno.

Merleau-Ponty define que o estadista é adaptável às circunstâncias, harmonizando o próprio comportamento à exigência dos tempos. Sua virtù é a flexibilidade moral, a disposição de fazer o que for necessário para alcançar e perenizar a glória cívica e a grandeza com boas ou más ações envolvidas contagiando os cidadãos com essa mesma disposição. Na visão de Merleau-Ponty o estadista é visto como simulador e manipulador da opinião pública ("a ação acusa, mas o resultado escusa"), em uma sociedade acrítica e influenciável pelas aparências, constituída de indivíduos interessados exclusivamente em seu próprio bem estar. Mas a corrupção é vista como perda da virtù que é a habilidade de agir da maneira certa no momento certo.

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José Ortega y Gasset (1883 - 1955) filósofo, ensaísta, jornalista e ativista político espanhol , principal expoente da teoria da razão vital e histórica, situado no movimento novecentista.

Ortega y Gasset, classifica os governantes em estadistas, escrupulosos e pusilânimes. O homem de Estado deve ter o que chama de "virtudes magnânimas" e não as "pusilânimes".

Ortega alerta que um arquétipo (aquilo que é) não se confunde com um ideal (aquilo que deve ser). Isto porque a confusão entre arquétipo e ideal levaria a pensar que o político, além de bom estadista, deva ser virtuoso, o que, segundo o autor, seria um equívoco. Tampouco, segundo Ortega, dever-se-ia confundir um político e um intelectual. Um político é aquele que se ocupa; intelectual aquele que se preocupa. Ou se vem ao mundo para fazer política ou para elaborar definições, mas não ambas as coisas, pois a política é clara no que faz no que consegue, mas é contraditória na sua definição.

- O estadista se preocupa com a próxima geração e o político com a próxima eleição.

No processo politico em que nos encontramos uma das dificuldades nestes períodos de “impeachment” nesta roda viva de acusações , comprova como nos cognominamos e nos qualificamos, de forma pejorativa. Neste universo de nuvens escuras me levou a esquadrinhar a falta do estadista brasileiro.

Movido por um certo sentimento de tristeza respeitosa, o que significa, de fato, ser um ESTADISTA. Digo que ao longo da vida de cidadãos ouvimos muito esse termo na mídia, fulano é ou foi um " ESTADISTA" , termo muito citado na formação escolar através das aulas de História e inclusive nas universidades que versam sobre TEORIA GERAL DO ESTADO.

Teoria Geral do Estado (TGE) é a disciplina que estuda os fenômenos do Estado, desde sua origem, formação, estrutura, organização, funcionamento e suas finalidades, compreendendo-se no seu âmbito tudo que considera existindo no Estado ou sobre ele influindo. Essa teoria sistematiza conhecimentos jurídicos, filosóficos, sociológicos, políticos, históricos, geográficos, antropológicos, econômicos e psicológicos. Ela corresponde à parte geral do Direito Constitucional e é a base do ramo do Direito Público. Busca o aperfeiçoamento do Estado, concebendo-o, ao mesmo tempo, como um fato social e uma ordem, que procura atingir os seus fins com eficácia e com justiça.

Teoria Geral do Estado de autoria do jurista Sahid Maluf.

A TGE pode ser abordada sob múltiplos aspectos. Dalmo Dallari agrupa esses muitos enfoques em três diretrizes fundamentais: uma que procura encontrar justificativa para o Estado a partir dos valores éticos humanos e se identifica com a Filosofia do Estado, outra que foca totalmente em fatos concretos e que aproxima-se da Sociologia do Estado, e, finalmente, uma terceira perspectiva que analisa seu objeto de acordo com um entendimento puramente normativo de Estado em seus aspectos técnicos e formais.

Os diferentes enfoques levam à impossibilidade de um método único para a pesquisa em TGE. Dependendo do ângulo enfocado, haverá um método mais adequado. A disciplina utiliza dos vários métodos de indução (que partem dos fatos específicos para chegar a conclusões gerais), do métodos dedutivos (que parte das conclusões gerais para explicar o particular) e analógico (para estudos comparativos).

A denominação formal de Teoria geral do Estado é de origem alemã, foi criada em 1672 pelo professor Ulrik Huber, o qual é objeto de críticas, pois não pode haver uma ciência que seja forçadamente geral, e sim uma Teoria Geral do Estado eminente, especulativa e que analisa o Estado em abstrato.

Em Portugal e no Brasil a Teoria geral do Estado vem, nos últimos tempos, se identificando com a Ciência Política. Isso advém principalmente de um maior intercâmbio com o meio acadêmico Estadunidense. Publicaram obras de Ciência Política alguns mestres consagrados da TGE, como Paulo Bonavides (Ciência Política) e Darcy Azambuja (Introdução à Ciência Política).


Geraldo Costa

"Em tempos de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário" (George Orwell) .
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