Vivi Becker

30 anos, leonina com ascendente em câncer, aspirante a escritora das coisas, bruxa nas horas vagas, amante de café, gatos, vinho, livros, filmes, séries, moda, tarôs e misticismos.

A Garota de Rosa Shoking: Um Clássico Cult dos Anos 80

Quando pensamos em filmes antigos, muita gente pode pensar em filmes cheios de estereótipos e machismo enrustido, mas tenho uma queda por muitos e sempre vejo muito girl Power incrustado neles, posso pensar numa penca de bons filmes protagonizados por mulheres fortes, que moldaram toda a geração de mulheres donas de si que vivem, trabalham e lideram famílias hoje em dia, e para mim “A Garota de Rosa Shoking” (Pretty In Pink) é um deles com certeza.


e9432fccf28a953514f077b86e5e657a_XL.jpg Confesso que esse filme me marcou muito por eu ter assistido ainda criança, e sonhava em ser a própria Andie Walsh (Molly Ringwald), mas que mal isso teria? Ser uma garota cheia de atitude, independente, que não leva desaforo pra casa, tem o próprio estilo e é ambiciosa da forma dela, me parece uma inspiração bem melhor que as antigas princesas da Disney.

Quando pensamos em filmes antigos, muita gente pode pensar em filmes cheios de estereótipos e machismo enrustido, mas tenho uma queda por muitos e sempre vejo muito girl Power incrustado neles, posso pensar numa penca de bons filmes protagonizados por mulheres fortes, que moldaram toda a geração de mulheres donas de si que vivem, trabalham e lideram famílias hoje em dia, e para mim “A Garota de Rosa Shoking” (Pretty In Pink) é um deles com certeza. Até por que, que mulher empoderada nunca caiu na lábia de um mauricinho bobo? A forma como você se saiu dessa e de tantas situações na sua vida, que diz se você é poderosa ou não, e de poder, Andie tá cheia.

O longa foi lançado em 1986, com os atores queridinhos da época no elenco: Molly Ringwald, Andrew McCarthy e Jhon Cryer. É um clássico Cult, roteirizado por Jhon Hughes, que tinha um olhar bem acertado da década, e dirigiu filmes como “Curtindo a Vida Adoidado”, “Esqueceram de Mim” e “Férias Frustradas”, todos clássicos que marcaram muitas e muitas pessoas e me fazem quase invejar o talento dele para retratar a juventude da época e os problemas sociais.

Na “Garota”, temos muito disso, um retrato da juventude dos anos 80, com uma grande pitada de desconstrução social, alcoolismo e desemprego.

Andie era uma estudante pobre, bolsista em uma escola particular, trabalha no turno contrário ao da escola e ajuda seu pai com as despesas da casa, já que ele está desempregado. Ela se vê num emaranhado romântico e de preconceito social ao aceitar começar a sair com Blane, um dos garotos ricos da cidade, apesar dela se sair muito bem em vários níveis, a diferença social de ambos pesa muito para o relacionamento e principalmente para o circulo de amigos deles. E além de todas as desventuras que ela passa saindo com Blane, ainda têm seu melhor amigo Phil "Duckie" Dale, que é apaixonado por ela, e vive sua vida em torno da garota. Duckie é cheio de personalidade, um tanto quanto rebelde, e super hilário, tem um guarda-roupa de invejar qualquer amante dos anos 80, e o filme não seria o mesmo sem todo o toque cômico que ele dá a trama e toda a paixão adolescente que ele tem por Andie.

Temos então uma história sobre o abismo social que existe entre pessoas que vivem numa realidade protegida de todos os problemas normais de uma pessoa que tem que lutar para sobreviver todos os dias, e o sonho de uma garota, muito jovem ainda, desejando que a vida fosse mais leve, mais bonita, e por que não, mais rosa. 3c5d5-pretty-in-pink-pretty-in-pink-21215369-500-281.jpg Aplausos para a trilha sonora, citada como uma das 25 melhores de todos os tempos, muito new wave, traz canções de New Order, The Association, Otis Redding, e a aclamada “If You Leave”, interpretada pela Orchestral Manoeuvres in the Dark.

Com certeza você já assistiu esse filme em muitas “sessões da tarde”, mas sempre vale a reprise pela nostalgia de uma época.

Um filme cheio de romance, mas que não deixa de lado o debate posterior sobre bullying, família, alcoolismo, preconceitos e sociedade.


Vivi Becker

30 anos, leonina com ascendente em câncer, aspirante a escritora das coisas, bruxa nas horas vagas, amante de café, gatos, vinho, livros, filmes, séries, moda, tarôs e misticismos..
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