Vivi Becker

30 anos, leonina com ascendente em câncer, aspirante a escritora das coisas, bruxa nas horas vagas, amante de café, gatos, vinho, livros, filmes, séries, moda, tarôs e misticismos.

Mais importante que mostrar empatia, é realmente sentir a alma da outra pessoa

Da próxima vez que tu conhecer uma pessoa, faça questão de conhecê-la a fundo, conhecer seus gostos, suas histórias, seus desejos, faça companhia, ria junto com ela, entenda ela, perceba suas dores, mostre que está ali, seja amigo.


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Todos estamos interconectados.

Apesar de acharmos muitas vezes que as pessoas só nos servem a algum propósito enquanto são de nosso interesse, mesmo após isso elas continuam tendo importância, e mais precisamente, querendo fazer sentido na tua vida. E não se trata só da famosa empatia, mas também do sentir que o outro importa.

Você não passa a saber dos segredos mais profundos da pessoa e simplesmente depois some da vida dela, sem pensar como a outra se sente.

Você não passa horas a fio conversando com a pessoa, e depois desaparece. Você não diz que gosta muito da pessoa e depois disso apaga ela em todas as redes sociais.

Almejo por um mundo onde as pessoas falem de sentimentos com total discernimento sobre eles, não existe confusão tão grande na tua cabeça, que tu não saiba a diferença entre tesão e amor. Entre amizade e afinidade.

Isso tudo é muito bem retratado na série “13 reasons why” da Netflix, onde se cada um dos 13 por quês, tivesse se importado um pouquinho a mais, nada de todas aquelas tragédias teriam acontecido, um círculo vicioso de falta de empatia com o próximo, mas, mais que isso, uma falta de aprofundamento no ser que tu intitula como teu amigo.

Quando tu é amigo de alguém, muitas vezes tu não pode simplesmente aceitar o tudo bem da pessoa, se tu sabe que ela não está bem de verdade, tu não pode aceitar “um não quero falar sobre isso”, por que tu sabe que todo mundo precisa falar sobre alguma coisa.

A gente passa muito tempo procurando por várias coisas, sem saber direito o que queremos, e na verdade, o que mais queremos é nos sentirmos verdadeiramente importantes para alguém, é sabermos que se desaparecêssemos amanhã, alguém se lembraria de nós, como o ser único que somos. Pois, cada um é único à sua forma.

Eu entendo bem a Hannah, a sua solidão, a sua necessidade de amor, de se sentir parte de algo, mas também entendo o arrependimento do Alex, a desilusão do Justin, a dilaceração na alma da Jessica, e a dor de cada personagem, pois isso é ter empatia, por alguns tenho mais do que por outros, pois sei que cada um carrega a dor, da forma que consegue, e sinto por no final, poucos deles terem tido um tipo de redenção ou ajuda.

Mas, o verdadeiro ensinamento que temos que tirar é: será que estamos dando o devido valor às pessoas que estão a nossa volta? Será que estamos mostrando para o mundo o que somos dentro de nós? Será que vamos começar a olhar para o próximo, de verdade?

Da próxima vez que tu conhecer uma pessoa, faça questão de conhecê-la a fundo, conhecer seus gostos, suas histórias, seus desejos, faça companhia, ria junto com ela, entenda ela, perceba suas dores, mostre que está ali, seja amigo.

Conheça ela, esteja ao lado nas suas vitórias e fracassos, seja um ombro amigo, seja um abraço apertado, seja uma piada no momento preciso, se esforce para isso, verás como o mundo vai criar uma cor nova para si mesmo. Amigos fazem falta no dia-a-dia, e tenha certeza que a partir do momento que tu for um amigo, ele também será seu, e a vida vai adquirir uma leveza com a qual será mais fácil de lidar com tudo.


Vivi Becker

30 anos, leonina com ascendente em câncer, aspirante a escritora das coisas, bruxa nas horas vagas, amante de café, gatos, vinho, livros, filmes, séries, moda, tarôs e misticismos..
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