voar é preciso

Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou.

Cláudia Alves

Amante de voos e sorrisos. Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou. Afinal, voar é preciso.

Há humanidade em demasia

Muito se fala sobre a falta de humanidade. Talvez porque seja mais fácil dizer que as guerras são provocadas pela falta de humanidade do que pela humanidade em demasia.


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O termo humanidade faz referência ao conjunto de todas as pessoas do mundo ou à natureza humana. A compaixão diante as desgraças e as adversidades do outro, a clemência e a benevolência também são características que recebem o nome de humanidade, pelo fato de fazerem parte da natureza humana.

Contudo, a maldade, a barbaridade, a frieza, entre tantos outros, também fazem parte da natureza humana. É tão humano parar na faixa de pedestre quanto ultrapassar o sinal vermelho. É tão humano não maltratar animais de estimação quanto abandonar crianças. É tão humano ser voluntário de um asilo quanto desejar a pena de morte – de outro humano! Pedimos tanto pela humanidade que não notamos o quanto estamos repletos dela ao nosso redor.

É a humanidade que inicia as guerras - a ganância, a busca pelo poder, a briga por territórios, a maldade. E é a humanidade que pode acabar com elas - a conciliação, a solidariedade, a compreensão, a bondade. Mas talvez seja mais fácil dizer que as guerras são provocadas pela falta de humanidade do que pela humanidade em demasia.

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Mesmo sendo violentos por natureza, jamais nos reconhecemos como tal. Não, fulano é violento porque é desumano! Se uma mãe ver o assassino da sua filha, ela vai tratá-lo com carinho e benevolência? Não. Nem por isso ela deixará de ser humana, ela estará sendo humana.

Enquanto um lindo bebê nasce, um idoso falece no incêndio de um asilo. Enquanto bombeiros lutam para cessar o incêndio do asilo, jovens pegando racha ultrapassam 180 km/h despercebendo o asilo em chamas como trem bala despercebe uma tartaruga.

Enquanto um padre anuncia o ofertório, um certo colarinho branco acerta com seus parceiros um histórico desfalque público. Enquanto o jovem comemora a sua vitória no racha, recebe a notícia do falecimento do seu avô. Enquanto o jovem chora por seu avô, admira o seu mais novo irmão. Enquanto isso, há humanidade em demasia.


Cláudia Alves

Amante de voos e sorrisos. Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou. Afinal, voar é preciso. .
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