voar é preciso

Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou.

Cláudia Alves

Amante de voos e sorrisos. Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou. Afinal, voar é preciso.

A vida por uma Ana

Ana era uma sonhadora. E preferia sonhar acordada para ter a sensação de fechar os olhos, imaginá-la vivendo o sonho, abrir os olhos e sorrir. Fazia isso repetidas vezes, todos os dias. Ela adorava.


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E vivendo a realidade, passou a dormir mais, pelo cansaço da rotina, e sonhar menos. Mas os desejos continuavam ali, pulsando.

Apesar de sonhadora, Ana não planejava o futuro. Nunca planejou. Ela sente medo de delimitá-lo.

Dança ouvindo a música de dentro, a que coreografava os seus passos, às vezes em ritmo de reggae quando a vida diz que é valsa, ou de salsa quando todos do salão já foram embora.

Ana é conhecedora do seu ritmo. E deixou de se impressionar com quem daqui a três anos vai encontrar o amor da sua vida, em dois terá um casal de gêmeos e em cinco se mudará com a família para fora do país.

O que Ana mais gosta é do imprevisível. De quando está ouvindo rock e a vida traz a chuva, o seu barulho ao pingar nas folhas do quintal e o cheiro ao molhar a terra.

Ana gosta mesmo é de não saber o que vai fazer amanhã e esse amanhã ser incrível. Assim como o seu futuro.

Quem não for Ana, que não atire pedras. Ana tem mania de juntá-las, fazer um degrau e enxergar o passado que viveu, cheio de imprevisões e nada do que planejou.

E quem for Ana, que reserve um tempinho para voltar a sonhar. Os desejos que pulsam aí talvez sejam dos sonhos guardados em ti.


Cláudia Alves

Amante de voos e sorrisos. Se há leveza, eu voo. Se a vida chama, eu vou. Afinal, voar é preciso. .
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