vontade de arte

Arte, Filosofia e Literatura

Isaac Arrais

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    O amor em Platão

    Quem nunca se perguntou o que é o amor? Foi com o propósito de responder a esta pergunta que Platão, o filósofo mais influente da história, escreveu por volta de 380 a.C. O Banquete. Nesta obra que também é conhecida como Simpósio, Platão elege uma série de discurso sobre Eros enunciados por seis figuras eminentes da Atenas daquela época. Cada uma das teses apresentadas pelos personagens impressiona, seja por sua enorme riqueza conceitual ou mesmo imaginativa, o que o fez, com justiça, presente ainda hoje no imaginário coletivo.

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    Ensaio para uma Teologia da Alegria

    Desde muito tempo, algumas doutrinas pregaram que a única forma de ascender a Deus é pelo martírio da melancolia. Privando-se dos prazeres voluptuosos – e chegando ao extremo de negar aqueles inexoráveis para nossa existência – o corpo é enfraquecido com o objetivo de enrijecer a alma. Se no período Medieval a proibição do riso (com argumento de que Jesus nunca havia sorrido) hoje causa estranhamento, ainda é muito comum pagarmos nossas penitências aos céus com a dor e o sofrimento. Prometemos o pão, a água ou a abstinência, não um bom jantar. Quitamos nossos pecados com medo e solidão, nunca com a segurança e o deleite de uma boa companhia.

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    Eu no outro: corpo, amor e identidade

    Desde Aristóteles, o conceito de identidade está estritamente ligado ao corpo e a ideia biológica que dele se faz. Porém, com a finalidade de expandir a compreensão sobre a consciência humana para além dessas limitações, o filósofo Merleau-Ponty apresenta na Fenomenologia da Percepção (1945) um novo conceito, ao que se chamou de corporeidade.

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    Quando o amor se volta contra quem ama

    Foram muitos os apaixonados se insurgiram contra a sua própria paixão. E não sem um bom motivo: a desventura de um acaso infeliz pode revelar a face nociva do amor, tornando-o insuportavelmente doloroso como uma sobrecarga psíquica. Assim, uma guerra interna é instaurada: com a espada sobre o peito, o apaixonado percebe que enfrentar a tempestade das paixões é uma tarefa tão necessária quanto inevitável. Mas como vencer esta força que age sobre nós, e às vezes contra nós? A experiência mostra que a única maneira de destruir o amor, é destruindo a si próprio.

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    O nascimento do amor

    Tal como uma obviedade, acordamos certo dia e nos damos conta de estar completamente apaixonado por alguém. Isso ocorre porque ignoramos as nuances dos pequenos movimentos do espírito que nos induz a este estado. E com a finalidade de trazer à luz o processo de enamoramento que se passa à margem da nossa consciência, Stendhal publica em 1820 do Amor.