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Sussurros do desassossego.

Karina Angolini

A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.

Pare de falar, comece a agir

"Feito essa gente que anda por aí brincando com a vida. Cuidado, companheiro. A vida é pra valer, e não se engane não, é uma só [...] A vida não é de brincadeira, amigo. A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida." (Vinicius de Moraes)


Você pode ler esse texto ao som de "Vinicius de Moraes - Samba da Bênção"

Viver é muito mais complexo do que se imagina. Embora pareça óbvio, a maioria das pessoas não vive, apenas existem. E em algumas situações da vida existir pode parecer a melhor opção - mas não se engane, é apenas pegadinha.

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Sempre que as coisas parecem assustadoras demais tendemos a travar. É natural. Herdamos medos, julgamentos e certezas que muitas vezes não nos pertencem. Somos, geralmente, muito bons pra falar, mas fraquíssimos no agir. Libertar-se dessa corrente que nos puxa para o senso comum é trabalho de uma vida, mas mesmo as pequeninas mudanças podem nos trazer uma paz imensurável.

Tememos tanto o julgamento alheio porque julgamos o tempo todo. Reclamamos das pessoas e achamos que temos o real direito de criticar suas ações e pensamentos. Mas se nós não somos obrigados a nada, por que os outros seriam? Ninguém é, meu bem. Nada nem ninguém. E temos que aprender a encarar isso. Vamos ouvir 'não' e vamos ouvir 'sim'; vamos rir e vamos chorar. O importante mesmo é compreender e ter consciência de que tudo que nos cerca reflete quem somos, o que pensamos e sentimos - e consequentemente, como agimos. As pessoas julgam demais (desde roupas até o modo de pensar). Mas não seja assim. Não seja hipócrita, por favor. Nunca se esqueça que tudo que você fala e produz diz respeito a você, e não aos outros. Basta prestar atenção. Para ser livre, é preciso libertar também velhos hábitos. Para ser livre, é extremamente necessário deixar os medos para trás. Ousadia vale ouro nessa terra de covardes. Ouse ser você, ouse tentar, ouse arriscar, ouse se jogar e ver no que vai dá (mas toma cuidado, ok?). Não viva no automático e não siga verdades que não caibam em você. É um processo: essa libertação nunca acaba, pois cada situação nos modifica de uma maneira; mas quando somos capazes de compreender quem somos e o que queremos, passamos a depender menos dos outros e a deixá-los ser quem são. Na verdade é bem simples: quando nos libertamos, os outros também ficam livres - não esperamos nada mais. Ao invés disso, agimos.

Se você quer, vá e faça. Tenha consciência e saiba que TODAS nossas ações geram consequências. Tendo essa noção, apenas vá. Siga seus sonhos e sua intuição (não deixe de a escutar, sério) e não se paralise com os medos. Se as pessoas desistissem quando a água bate na nádega, imagina quantos avanços a humanidade não teria perdido! Agora pensa na sua vida: quantas páginas você deixou de escrever por culpa do medo?

O 'não' você já tem, neném! Vá em frente, então. Vá amar, vá chorar, vá viver, vá dançar, vá fazer o que ama, vá viajar. Mas faça por você. Seja sua maior inspiração. Ame cada parte da sua alma, da sua mente e do seu corpo. Compreenda sua razão e emoção. Trate-se com amor. Fuja da hipocrisia. Deixe de falar e passe a agir. Tome uma dose de consciência em cada ação do teu dia. A partir do instante que você se aceitar, você não vai ter barreiras exteriores e vai enxergar que passou um belo tempo matutando criações que, na verdade, foram feitas de acordo com sua perspectiva do momento. Mude-a! Abra sua mente.

Desejo que sua única inspiração e influência real venham de você mesmo, jamais dos outros. Não faça apenas porque todos fazem. Ouse. Seja você (e se você não quiser fazer nada disso, não faça! Ninguém é obrigado a nada).


Karina Angolini

A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida..
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